Início Mundo Trump suspende novos ataques ao Irã após apelo de líderes árabes

Trump suspende novos ataques ao Irã após apelo de líderes árabes

Embarcações militares monitoram as águas estratégicas do Estreito de Ormuz em meio ao impasse global e ameaça de novos bombardeios — FOTO: Reprodução/X

 

Manaus (AM) — A escalada das tensões na guerra entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um momento dramático nesta segunda-feira (18/05). O presidente americano, Donald Trump, confirmou publicamente ter suspendido uma nova onda de bombardeios em larga escala contra o território iraniano, que estava agendada para as primeiras horas desta terça-feira (19/05).

A decisão de recuar temporariamente ocorreu após um apelo diplomático direto feito por lideranças das principais monarquias árabes e aliadas de Washington no Golfo Pérsico, incluindo o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, sob a justificativa de que um acordo de paz definitivo pode estar próximo.

O conflito militar, iniciado no fim de fevereiro deste ano após ataques conjuntos de forças norte-americanas e de Israel contra instalações nucleares e balísticas iranianas, vivia um frágil cessar-fogo decretado em 8 de abril.

A trégua entrou em estado terminal nas últimas semanas devido ao impasse no bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e à recusa do regime de Teerã em reabrir totalmente o Estreito de Ormuz.

Sob o bloqueio quase total da via marítima, que tem apenas 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto deixam de chegar ao mercado global diariamente, fazendo com que o preço do barril Brent disparasse e superasse a marca de US$ 110, gerando a maior crise de desabastecimento de combustível da história recente.

Embora o pedido dos líderes árabes tenha evitado uma nova onda de destruição imediata, a Casa Branca indicou que os termos propostos pelo Irã para encerrar a guerra de forma permanente são insuficientes por não garantirem a proibição total do desenvolvimento de armas nucleares.

Enquanto a diplomacia internacional corre contra o tempo sob mediação do Paquistão, o Pentágono mantém suas frotas e aeronaves na região em alerta máximo para o combate.

Internamente, o governo dos Estados Unidos enfrenta pressões financeiras e políticas em Washington, com estimativas de que a campanha militar no Oriente Médio já custou cerca de US$ 29 bilhões aos cofres americanos e reduziu drasticamente os estoques de mísseis táticos avançados da superpotência.

Da Redação, com informações de agências internacionais

 

 

Artigo anteriorComida di Buteco 2026 define os campeões nesta terça, 19/5  
Próximo artigoPT vai ao STF para liberar recursos em ações de cassação de mandato