Início Mundo Surto de hantavírus em cruzeiro deixa mortos e caso confirmado na Suíça

Surto de hantavírus em cruzeiro deixa mortos e caso confirmado na Suíça

O navio de cruzeiro Hondius parou na entrada do porto da Praia, em Cabo Verde, devido a um surto de hantavírus ─ FOTO: © Getty Images  

 

Manaus (AM) ─ O surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em março, acendeu o alerta das autoridades sanitárias internacionais após provocar três mortes e infectar outros cinco passageiros.

A embarcação, que transportava 149 pessoas rumo às Ilhas Canárias, foi retida na entrada do porto de Praia, em Cabo Verde, após os viajantes apresentarem quadros severos de febre, sintomas gastrointestinais e falência respiratória aguda entre os dias 6 e 28 de abril.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha com a forte suspeita de que a variante envolvida seja o vírus Andes, a única linhagem da doença capaz de ser transmitida diretamente entre humanos, o que intensifica os esforços de rastreamento global.

Nesta quarta-feira, 6 de maio, o Escritório Federal de Saúde Pública da Suíça confirmou um novo caso da doença em um homem que participou da expedição e está internado sob rigoroso isolamento no Hospital Universitário de Zurique.

O paciente procurou assistência médica imediatamente após receber um e-mail de alerta enviado pela operadora Oceanwide, informando sobre o surto a bordo.

Testes laboratoriais realizados em Genebra confirmaram a infecção pela variante sul-americana, mas as autoridades suíças reforçaram que o sistema de saúde está preparado e que, devido ao rápido isolamento, não há risco iminente de propagação para a população local.

A OMS agora coordena uma força-tarefa internacional para monitorar passageiros de 23 nacionalidades que desembarcaram do Hondius, buscando conter a disseminação da cepa andina.

Até o momento, o balanço oficial registra oito casos, sendo três deles confirmados laboratorialmente.

O foco das investigações permanece nas paradas realizadas para observação da vida selvagem no Atlântico Sul, locais prováveis da exposição inicial ao vírus, enquanto os países envolvidos realizam o rastreamento rigoroso de todos os contatos próximos dos infectados para evitar novos focos de contágio.

Da Redação, com informações de agências internacionais

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