Início Política MPAM investiga Câmara por travar cassação de vereador preso

MPAM investiga Câmara por travar cassação de vereador preso

  Rosinaldo Bual foi preso por envolvimento em esquema de “rachadinha” na Câmara Municipal ─ FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) — O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou, no início da semana, um investigação sobre a suposta omissão por parte da Câmara de Manaus (CMM) no tratamento dado a uma representação por quebra de decoro contra o vereador Rosinaldo Bual. O parlamentar foi preso em 2025, pela operação “Casa de Vidro” do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

A denúncia original aponta que o pedido de abertura de procedimento político-administrativo contra o parlamentar foi protocolado na Câmara no dia 6 de outubro do ano passado. O parlamentar é acusado em uma esquema de “rachadinha” e realizar empréstimos à servidores da Casa

Inicialmente, a 79ª Promotoria de Justiça havia decidido pelo arquivamento do caso por entender que não existiam indícios de improbidade administrativa ou dano aos cofres públicos.

Na época, o autor da representação recorreu ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), que, por maioria de votos, rejeitou o arquivamento e determinou que os fatos fossem investigados mais a fundo.

O MPAM esclareceu que a abertura do Procedimento Preparatório nº 06.2026.00000457-2 não interfere na autonomia do Poder Legislativo e nem faz julgamento sobre o mérito se o vereador deve ou não perder o mandato, uma vez que a punição por quebra de decoro é de competência exclusiva dos próprios parlamentares, conforme o Decreto-Lei nº 201/1967.

O objetivo do promotor Antônio José Mancilha é fiscalizar estritamente a regularidade administrativa da tramitação, avaliando se a Mesa Diretora da Casa cometeu mora procedimental injustificada ou violou os princípios constitucionais da legalidade, motivação, publicidade e a razoável duração do processo.

Rosinaldo Bual deixa a prisão, mas segue afastado da Câmara de Manaus

Como parte das primeiras medidas determinadas na portaria assinada em 15 de junho de 2026, o órgão ministerial determinou o cumprimento de diligências internas para colher informações detalhadas junto à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus sobre o andamento real do expediente do denunciante.

Veja a decisão:

Da Redação

Artigo anteriorRodoviários ameaçam paralisar em Manaus às 14h desta terça-feira