Início Amazonas Justiça determina correção de irregularidades no Icam após ação do MPAM

Justiça determina correção de irregularidades no Icam após ação do MPAM

Relatórios recentes encontraram falhas graves no CTI que ameaçam crianças e adolescentes no Icam ─ FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) ─ A Justiça determinou à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), no prazo de seis meses, a realização de todas as correções estruturais e sanitárias ainda pendentes no Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), localizado no bairro Cachoeirinha, zona Centro-Sul de Manaus.

A decisão teve como base a Ação Civil Pública nº 0803193-67.2021.8.04.0001 do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e de um Inquérito Civil, que em 2013 e 2021, encontrou diversas falhas graves no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e na Unidade de Cuidados Semi-Intensivos (UCSI) do hospital.

Apesar de medidas parciais adotadas pelo Estado ao longo dos anos, relatórios mais recentes confirmaram que os problemas persistem, mantendo em risco crianças e adolescentes em atendimento.

Em sua sentença, a juíza Rebeca de Mendonça Lima destacou que não há violação ao princípio da separação dos Poderes quando o Judiciário determina providências necessárias para assegurar direitos fundamentais.

Além de fixar multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, a decisão aplicou penalidade de R$ 100 mil ao Executivo estadual pela demora em atender às medidas liminares anteriormente determinadas.

─ O Icam é o principal hospital infantil do Amazonas, atendendo demandas de alta complexidade. Então, seu funcionamento dentro dos protocolos da vigilância sanitária é muito importante, dada a importância que tem no atendimento às crianças do Amazonas, pois ele recebe pacientes de todo o Estado, não só da capital -, comentou a promotora de Justiça Cláudia Maria Raposo da Câmara, da 54ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública (PRODHSP).

Com a decisão, a expectativa é que o Icam tenha, finalmente, suas unidades críticas reformadas, garantindo atendimento digno e seguro às crianças e adolescentes que dependem do serviço.

Da Redação, com informações da assessoria de imprensa

 

 

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