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Governador “raspa o tacho” do fundo de emergência pública para bancar deputados  

Roberto Cidade retira R$ 3,7 milhões da Reserva de Contingência e injeta em emendas de deputados a dias das convenções partidárias ─ FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) ─ Às vésperas da definição oficial das candidaturas estaduais, a gestão do governador Roberto Cidade promoveu uma manobra orçamentária que retirou recursos estratégicos de socorro do Estado para irrigar a base aliada na Assembleia Legislativa.

Publicado no Diário Oficial, o Decreto nº 54.711 autorizou o remanejamento de R$ 3,7 milhões do Orçamento Fiscal, retirando o montante integral da Reserva de Contingência para aplicação direta em emendas parlamentares de bancada.

A medida política acontece em um momento de vulnerabilidade ambiental e climática na região amazônica, a escolha de desidratar essa margem de emergência expõe uma clara inversão de prioridades, priorizando o repasse de verbas de alto apelo eleitoral em detrimento da segurança orçamentária do Amazonas.

A decisão “raspa o tacho” do fundo que serve justamente como proteção contra crises financeiras, desastres ambientais ou imprevistos de extrema urgência.

Ao desidratar essa margem de segurança orçamentária a menos de uma semana das convenções partidárias, a administração estadual optou por direcionar o capital para ações de rápido apelo popular e retorno político imediato para os parlamentares governistas.

Os R$ 3,7 milhões foram redistribuídos entre três secretarias com forte visibilidade e entregas em ano eleitoral:

  • R$ 2 milhões para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) em despesas de custeio.
  • R$ 1.5 milhão para a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel).
  • R$ 200 mil para a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) voltados a investimentos.

Com a liberação dessas dotações, deputados aliados ganham oxigênio financeiro para custear convênios, patrocínios e investimentos nas suas bases de apadrinhamento nos municípios.

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No entanto, a decisão deixa o Estado desprotegido e com menos recursos de emergência no momento em que a gestão fiscal e o cenário climático exigem máxima cautela.

Veja a medida:

Da Redação

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