
Manaus (AM) ─ Dois meses após ser detido sob a acusação de comandar um esquema de “rachadinha” em seu gabinete, o vereador Rosinaldo Bual (Agir) continua a receber integralmente seu salário e vantagens na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
O parlamentar já embolsou mais de R$ 52 mil em recursos públicos, mesmo estando preso preventivamente desde 3 de outubro, pela Operação Face Oculta do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
Bual foi alvo de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que aponta que ele exigia parte dos vencimentos de seus assessores e mantinha uma alta rotatividade de funcionários para sustentar o esquema.
O custo da inércia na CMM ─ Apesar de estar detido e impossibilitado de exercer suas funções, o vereador Bual não teve seu mandato cassado e segue recebendo R$ 26 mil brutos (o equivalente a R$ 19.127,52 líquidos, conforme dados oficiais da CMM) mensalmente.
A única medida adotada até o momento pela Casa Legislativa foi o afastamento temporário, determinado pelo presidente da CMM, David Reis (Avante). No entanto, a CMM não deu início a qualquer processo disciplinar ou avaliação de perda de mandato, permitindo que Bual mantenha todos os seus direitos e vantagens financeiras.
A situação levanta sérios questionamentos sobre a fiscalização de verbas públicas e a rigidez ética da Câmara, que, ao não cassar o mandato de um parlamentar preso e acusado de desviar dinheiro público via “rachadinha”, transfere o custo da inércia para o contribuinte de Manaus.
Entenda o caso ─ A prisão do vereador Rosinaldo Bual ocorreu no dia 3 de outubro durante o cumprimento da Operação Face Oculta, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Gaeco.
Motivação da prisão: A investigação aponta que o vereador comandava um esquema de “rachadinha” (apropriação ilegal de parte dos salários de assessores) em seu gabinete na CMM. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a instrução criminal.
Apreensões: Durante a operação, foram apreendidos em sua residência grandes quantias em dinheiro, além de armas de fogo, o que agravou a situação do parlamentar. O montante exato de dinheiro apreendido não foi detalhado na época, mas foi considerado significativo pelo MPAM.
Duração da prisão: O vereador permanece preso preventivamente desde a deflagração da operação, há mais de dois meses, sem previsão de soltura.
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Da Redação









