
Manaus (AM) ─ No mesmo dia em que o governador Roberto Cidade lançava sua candidatura à reeleição e de Wilson Lima ao Senado, nesta terça-feira (04/08), os mais de 33 mil professores da rede pública estadual tiveram seus planos de saúde suspensos pela quinta vez por falta de pagamento por parte do Governo do Amazonas.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) divulgou nota oficial denunciando a suspensão dos atendimentos eletivos do plano de saúde da categoria por conta de uma dívida de R$ 52,7 milhões acumulada pelo Governo do Estado junto à operadora Hapvida.
A notificação enviada à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) revela faturas vencidas desde 2022 e aponta que, em 2026, a gestão estadual quitou apenas o mês de fevereiro.
Esta é a 5ª vez desde 2019 que o contingente de cerca de 33 mil professores e trabalhadores da rede estadual de ensino — além de seus dependentes — enfrentam o bloqueio dos serviços de saúde por inadimplência governamental.
O histórico de calotes na assistência aos educadores teve início na gestão de Wilson Lima e prossegue de forma contínua sob o comando de Roberto Cidade.
Apontados pela categoria como os diretos responsáveis pelo descontrole nos gastos públicos e pelo rombo nas contas do Estado, os dois líderes políticos formalizaram suas pretensões eleitorais sob festa partidária enquanto a saúde dos servidores era paralisada por falta de pagamento.

Diante do desamparo que afeta consultas, exames e procedimentos eletivos de milhares de trabalhadores em todo o Estado, o Sinteam cobrou a regularização imediata do débito junto à Seduc e garantiu que manterá a categoria em estado de alerta e mobilização.
URGENTE | Sem acordo, professores recorrem à Justiça por plano de saúde
Da Redação







