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URGENTE | Sem acordo, professores recorrem à Justiça por plano de saúde  

Profissionais da Educação no Amazonas foram para a frente do Palácio da Compensa, nesta segunda, dia 6/4 ─ FOTO: Divulgação/Sinteam  

 

Manaus (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) impetrou um mandado de segurança para exigir o restabelecimento imediato do plano de saúde dos servidores da rede estadual. O serviço foi interrompido no último dia 2 devido à falta de repasses do governo Wilson Lima (União Brasil) à operadora Hapvida.

Segundo o sindicato, a administração estadual possui oito parcelas em aberto, totalizando um passivo de R$ 52,2 milhões.

A suspensão afeta diretamente tratamentos essenciais, como atendimentos oncológicos, acompanhamento pré-natal e terapias para crianças neurodivergentes.

Na manhã desta segunda-feira (06/04), a categoria realizou um protesto em frente à sede do governo, no bairro Compensa, em Manaus. Além da regularização da assistência médica, os servidores cobram a definição da data-base da categoria, vencida desde 1º de março.

Apesar da presença do governador Roberto Cidade e do ex-governador Wilson Lima no local, eles não receberam a diretoria do Sinteam para conversar. Perguntado por um jornalista sobre o movimento dos professores, Cidade limitou-se a dizer apenas que “vai tomar pé da situação e tentar resolver o problema”.

─ É a quarta vez que os atendimentos são suspensos por inadimplência do Estado -, afirmou Ana Cristina Rodrigues, presidente do Sinteam. “O plano de saúde é uma conquista garantida; a interrupção é um desrespeito à vida dos profissionais”.

Crise na saúde mental ─ A paralisação do serviço ocorre em um momento crítico para a rede estadual. Dados da Junta Médica do Amazonas apontam que, em 2025, o governo registrou o afastamento de 6.735 servidores da Secretaria de Educação (Seduc) por transtornos mentais e comportamentais.

Com a suspensão dos atendimentos, o acompanhamento psiquiátrico e psicológico desses profissionais foi interrompido.

Uma assembleia geral está convocada para esta terça-feira (07/04), quando professores e funcionários administrativos devem votar o indicativo de greve e os próximos passos do movimento.

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Da Redação

 

 

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