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Onça-parda é morta a tiros após emboscada e ataque em Alvarães, no Amazonas  

O vídeo mostra o desespero e a agressividade do felino antes do tiro fatal – FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) – Um vídeo chocante que circula em aplicativos de mensagens registra o momento exato em que uma onça-parda (Puma concolor) é abatida por um grupo de caçadores no ramal do Catuiri, zona rural do município de Alvarães, a 644 quilômetros de Manaus.

Nas imagens, é possível ouvir a conversa entre quatro homens que avistam o animal deitado na estrada de barro. O felino, já em posição de ataque e visivelmente acuado, observa o grupo de longe. A tensão aumenta à medida que os homens se aproximam e percebem que o animal não pretende fugir.

Veja o vídeo:

Diálogos do vídeo:

Caçador 1: “Olha a onça vermelha, espia a cara dela lá ó… Tu tá com o cartucho aí?”

Caçador 2: “Eu não tô vendo nada…”

Caçador 1 (apontando): “Olha lá, tá deitada lá, Silvano! A onça vermelha, ó lá na ponta do seu dedo… ela não vai encarar nós quatro não.”

Caçador 2: “Ah, tô vendo agora! Meu Deus, ela já tá armada [em posição de ataque], tô vendo agora, bem aqui!”

Caçador 1: “Tu tá com o cartucho aí, Japinha? Meu Deus… ela não vem… ela é doida, mas não é doida demais não.”

Caçador 3: “Ela vai vir, é?”

Caçador 1: “Olha a onça aí… que bichinha tão linda, né cara? Ela tá arrepiada! Não mexe não, não mexe não…”

Nesse momento, um dos homens tenta se aproximar para filmar melhor, estimando a distância em cerca de 11 metros. É quando a onça avança em alta velocidade contra o grupo.

Caçador 1 (gritando): “Atira! Atira!”

Ouve-se o estampido de um tiro de espingarda. O animal é atingido na região do pescoço e morre instantaneamente, caindo aos pés do grupo.

Caçador 1: “Caralho bicho, tu é doido! Eu disse que ela vinha, caralho! Vinha!”

Crime ambiental ─ A matança de animais silvestres sem a devida licença é considerada crime ambiental no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/98, sujeita a pena de detenção e multa.

Até o fechamento desta matéria, as autoridades ambientais não haviam confirmado se os homens foram identificados ou se possuíam autorização para o abate em caso de legítima defesa.

Da Redação

 

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