
Manaus (AM) —Um professor de jiu-jitsu de 59 anos foi preso pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) sob a grave acusação de produzir, armazenar e compartilhar material de exploração sexual envolvendo uma adolescente de 14 anos. A ação contou com o apoio estratégico da Polícia Federal.
O caso acende um novo alerta vermelho no cenário das artes marciais do Amazonas, sendo este o terceiro professor de jiu-jitsu preso em Manaus envolvido em crimes da mesma natureza.
A comunidade esportiva ainda se recupera dos escândalos recentes que envolveram o professor Melquisedeque Galvão (conhecido como “Melqui Galvão”), que está preso em São Paulo (SP), e o técnico Carlos Vieira Holanda — este último foragido da Justiça. Os dois são alvos de graves acusações de abusos e crimes sexuais.
Rastreio internacional ─ Desta vez, as investigações começaram fora do Brasil. De acordo com a Polícia Civil, uma agência de cooperação internacional identificou que o usuário de um aplicativo de relacionamentos estava disseminando arquivos de abuso infantil em território nacional.
Os dados foram repassados à polícia amazonense, que localizou o suspeito e deflagrou a operação.
O nome do investigado não foi divulgado oficialmente pelas autoridades locais devido ao rito de proteção processual do caso.
─ A partir dos dados compartilhados por órgãos estrangeiros, os investigadores identificaram o suspeito e reuniram os elementos que fundamentaram o pedido de prisão -, informou a Polícia Civil em nota.
Próximos passos ─ O homem foi encaminhado para a sede da Depca, passou pelos procedimentos cabíveis e seguirá à disposição do Poder Judiciário. Os investigadores continuam mapeando os dispositivos eletrônicos apreendidos para identificar se há outras vítimas ou cúmplices envolvidos na rede de compartilhamento de conteúdo ilegal.
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Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







