
Manaus (AM) — O trabalho estratégico de monitoramento e as ações preventivas do Governo Federal começam a consolidar um cenário logístico muito mais favorável para o Amazonas neste ano.
Após enfrentar crises severas nos anos anteriores, os rios Amazonas e Solimões registram níveis significativamente mais elevados em comparação aos períodos críticos de estiagem de 2023 e 2024, assegurando o transporte de passageiros, o escoamento de cargas e o abastecimento essencial das comunidades ribeirinhas.
No rio Amazonas, a régua em Itacoatiara atinge a marca atual de 14,43 metros, uma recuperação robusta frente aos minguados 9,2 metros registrados no mesmo período em 2023 e 2024.
O avanço também é nítido no rio Solimões, na tríplice fronteira, onde a cota em Tabatinga chega a 12,16 metros, superando as médias anteriores que mal alcançavam a casa dos 10 metros. Essa melhora hidrológica direta traz alívio imediato para a mobilidade regional e garante o fluxo constante de alimentos, medicamentos e combustíveis para o interior do estado.
Essa estabilidade é fruto direto da atuação antecipada do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação.
O secretário nacional da pasta, Otto Luiz Burlier, enfatiza que o acompanhamento em tempo real das cotas permite blindar a região contra surpresas climáticas, reduzindo riscos e dando previsibilidade ao transporte de mercadorias e insumos vitais para a população amazonense.
Toda essa gestão é amparada por um Painel de Monitoramento contínuo, que cruza dados hidrológicos e previsões climáticas para mapear previamente os pontos críticos e neutralizar os impactos de fenômenos como o El Niño.
Parceria com a DNIT ─ Para sustentar essa trafegabilidade mesmo diante de eventos climáticos extremos, o Governo Federal atua em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) por meio de pesados investimentos em infraestrutura aquaviária.
O plano de ação envolve contratos plurianuais de dragagem de manutenção e sinalização náutica nos principais corredores de navegação do estado. No trecho do rio Amazonas entre Manaus e Itacoatiara, o investimento atual soma R$ 186,9 milhões com vigência de cinco anos.
O rio Solimões também recebe aportes federais milionários divididos em trechos estratégicos, como Tabatinga–Benjamin Constant (R$ 104,9 milhões), Benjamin Constant–São Paulo de Olivença (R$ 84,26 milhões) e Coari–Codajás (R$ 90,69 milhões).
Além disso, o rio Madeira conta com um contrato ativo de R$ 123,6 milhões para dragagem contínua até 2029. Segundo o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, essa infraestrutura robusta e o acesso a dados atualizados fortalecem a capacidade de resposta do poder público, blindando a economia e a qualidade de vida da Amazônia contra o isolamento provocado pela seca.
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Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







