
Manaus (AM) ─ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pautou para o período de 2 a 8 de setembro de 2026 o julgamento do recurso (AgRg no APn 993/DF) do ex-governador do Amazonas e candidato ao Senado pela Federação União Progressista, Wilson Lima, tenta retirar a Ação Penal nº 993 da relatoria das mãos da ministra Nancy Andrighi e transferir o processo para a instância estadual no Amazonas.
O processo, no qual o chefe do Executivo é réu desde 2021, envolve a aquisição de 28 ventiladores pulmoares em loja de vinho, que resultou na operação Sangria, da Polícia Federal. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a compra teria provocado prejuízo de mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos do Amazonas. O episódio ganhou repercussão nacional porque uma empresa ligada ao comércio de vinhos participou da negociação dos equipamentos.
Agora, a iniciativa da defesa busca contestar a manutenção da competência da Corte Superior após a renúncia e o fim do mandato de Wilson Lima no Governo Estadual.
Caso o colegiado da Corte Especial acolha o pedido para enviar os autos à Justiça Federal do Estado, o processo sofreria uma alteração substancial de ritmo e jurisdição, podendo reiniciar etapas de instrução probatória longe do tribunal de Brasília.
A tentativa de mudar o foro do processo ganha contornos estratégicos no meio jurídico pela atuação da relatora no STJ.
Conhecida no cenário judicial por uma postura rigorosa na condução de matérias relativas ao combate à corrupção e desvios de recursos públicos, a ministra Nancy Andrighi mantém linha firme na instrução do caso que investiga supostos crimes de peculato e fraudes em licitações na compra de ventiladores pulmonares durante o pico da pandemia em Manaus.
Ministra Nancy Andrighi assume relatoria de ação penal contra Wilson Lima
O julgamento do agravo regimental ocorre a apenas um mês do dia da votação, momento crucial em que o candidato busca intensificar agendas na capital e no interior do estado.
A reativação do tema no STJ adiciona um forte componente de desgaste à pré-campanha de Wilson Lima ao Senado, dificultando a articulação política e a tentativa de reverter índices de rejeição associados à gestão da saúde no estado.
Veja a decisão:
Da Redação







