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Flávio Dino exige relatório do Governo do Amazonas sobre combate a queimadas em 10 dias  

O ministro Flávio Dino dá 10 dias para governador Roberto Cidade apresentar relatório de combate a incêndios após disparada de queimadas e piora do ar ─ FOTO: Rosinei Coutinho/STF  

 

Manaus (AM) — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que o governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) apresente, no prazo de 10 dias, um relatório circunstanciado detalhando todas as ações em execução para conter e combater os incêndios florestais em seus territórios.

Programa Queimadas: situação atual. Dados consultados para o período de 1º a 24 set. 2026 – FOTO: Relatório
Monitoramento dos focos ativos por país. Programa Queimadas. Dados consultados no período de 1º a 24 set. 2026 – FOTO: Relatório

A decisão vale para todos os chefes do Executivo da Amazônia Legal e acolhe dados encaminhados pela Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e entidades ambientais, que denunciaram o forte agravamento da qualidade do ar em Manaus devido às densas plumas de fumaça resultantes da disparada no número de focos de calor durante a estiagem.

Os relatórios técnicos apresentados nos autos do STF apontam que o Amazonas registrou 3.908 focos de calor entre janeiro e 9 de setembro, valor 47% superior ao verificado no mesmo período do ano anterior, além de 554 focos no início de outubro — o dobro do registrado no equivalente de 2025.

A poeira tóxica e as partículas finas (PM2,5) colocaram a qualidade do ar da capital amazonense em níveis oficialmente classificados como “péssimos”, com picos de concentração superiores a 286,2 µg/m³.

Diante da gravidade e da persistência da crise, o ministro Flávio Dino determinou também que o Estado conclua, em até 30 dias improrrogáveis, a adesão pendente ao Sistema Nacional de Informações sobre o Fogo (Sisfogo).

A determinação da Suprema Corte alcança ainda a União, que terá 10 dias para detalhar o envio de reforço operacional e o emprego do contingente do Ibama nos municípios do Amazonas e Pará afetados pela expansão do fogo.

O conjunto de medidas busca monitorar de perto a eficiência da coordenação federativa para conter o avanço dos danos ambientais e proteger a saúde pública no pico da temporada seca.

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Veja a decisão:

Da Redação

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