
Manaus (AM) – Em uma operação de repressão ao tráfico internacional, a Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas nesta segunda-feira (02/02) em uma agência dos Correios em Manaus. O local das prisões e os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelo órgão policial do Amazonas.
A ação resultou na apreensão de 3,57 kg de cocaína em estado líquido, que estava sendo despachada com um destino final estratégico e lucrativo: a Austrália.
O envio para a Austrália revela o interesse do crime organizado em um mercado onde o valor da droga é exponencialmente maior do que na Europa ou nos Estados Unidos.
Devido ao rigoroso controle de fronteiras e ao isolamento geográfico do país, um quilo de cocaína pode custar até cinco vezes mais no mercado australiano, tornando a rota Manaus-Austrália uma das mais rentáveis e visadas pelos cartéis.
Diferente da cocaína em pó, que frequentemente recebe aditivos (como amido ou cafeína) para aumentar o volume no varejo, a cocaína líquida apreendida pela PF possui um alto teor de pureza.
O entorpecente é diluído em solventes para o transporte e, ao chegar ao destino, passa por um processo de filtragem e evaporação para retornar ao estado sólido (cristal ou pó), mantendo quase 100% de sua potência original.
A droga estava oculta em invólucros plásticos costurados dentro de edredons e misturada a souvenirs.
O desafio da fiscalização ─ A escolha pelo estado líquido não é casual. Essa forma física é uma das táticas mais eficazes para driblar a fiscalização policial em aeroportos e agências postais.
A cocaína líquida pode ser confundida com produtos de higiene, bebidas ou simplesmente passar despercebida por scanners que buscam densidades sólidas e formatos padronizados de tabletes.
Embora cães treinados possam detectar o odor, a vedação química e a mistura com solventes reduzem significativamente o rastro olfativo da droga em comparação ao pó.
Os dois responsáveis pela remessa foram presos e encaminhados à sede da Polícia Federal. As investigações agora focam em identificar a rede de apoio em Manaus e os receptores na Oceania, buscando desmantelar o braço logístico que utiliza os serviços postais do Amazonas para abastecer o mercado internacional.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







