
Manaus (AM) ─ Em uma ação de alto impacto contra o crime organizado, uma operação conjunta das forças de segurança do Amazonas apreendeu 1,6 tonelada de skunk e causou um prejuízo estimado em R$ 32 milhões ao narcotráfico nesta sexta-feira (23/10), na região da comunidade Aracari, às margens do Rio Negro, em Novo Airão (município distante 195 quilômetros de Manaus).
A apreensão ocorreu após um intenso confronto armado entre policiais e criminosos — suspeitos de integrarem uma rede transnacional de tráfico de origem colombiana — que reagiram à abordagem das equipes do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Delegacia de Novo Airão e da Secretaria de Inteligência.
Durante a troca de tiros, os suspeitos abandonaram uma das embarcações carregada com os entorpecentes e conseguiram fugir pelo rio, mas a carga foi interceptada e a polícia mantém buscas e investigações para capturar os envolvidos.
O duro golpe nas finanças do crime organizado ocorre apenas três dias após outra expressiva apreensão na mesma região, quando, na última terça-feira (20/10), o Denarc já havia localizado 1,4 tonelada de skunk em um imóvel usado como entreposto de armazenamento.
Somadas, as duas ofensivas policiais resultaram na retirada de 3 toneladas de drogas de circulação em menos de uma semana, evidenciando o uso contínuo das rotas fluviais da Bacia do Rio Negro por facções criminosas para o escoamento de grandes carregamentos.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, a estratégia de asfixia financeira é fundamental para desmantelar as organizações, uma vez que o capital oriundo do narcotráfico financia a aquisição de armamento pesado, a corrupção e a expansão de demais atividades ilícitas no Estado.
Com o resultado desta sexta-feira, o Denarc alcança a marca histórica de 17 toneladas de entorpecentes apreendidos em 2026, além de contabilizar a prisão de 46 lideranças criminosas ao longo do ano.
As investigações prosseguem para identificar a origem exata da droga, os financiadores da rota e a identidade dos homens que dispararam contra os agentes.
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Da Redação







