
Manaus (AM) — A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20/10), a Operação Verniz, um novo desdobramento das investigações iniciadas na Operação Sangria. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro focado na aquisição de móveis e itens de luxo para a residência do ex-governador do Amazonas e candidato derrotado ao Senado, Wilson Lima (União Brasil).
O foco das apurações está na origem de R$ 574.526,34 utilizados no pagamento de mobiliário e decorações para a reforma do imóvel onde o ex-gestor residia em Manaus. As transações ocorreram entre fevereiro e setembro de 2020, em pleno período pandêmico.
Pagamentos em espécie e nota fiscal em nome de prestadores ─ Segundo a Polícia Federal, os valores teriam sido quitados integralmente em dinheiro vivo (espécie).
Para ocultar o verdadeiro pagador, as notas fiscais das compras foram fracionadas e emitidas em nome de cinco pessoas distintas — a maioria delas formada por prestadores de serviços que trabalharam na própria reforma da casa.
Nesta terça-feira, a Justiça Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o arquiteto Pedro Rodrigues Batista Júnior, responsável pelo projeto da obra.
A PF aponta que ele teria atuado como intermediador das compras, negociando os móveis e fornecendo dados de terceiros para a emissão dos documentos fiscais.
O material apreendido durante a operação passará por perícia técnica e financeira com o objetivo de mapear o fluxo do dinheiro e identificar a origem exata dos recursos utilizados na reforma.
O que diz Wilson Lima ─ Em nota emitida à imprensa, o ex-governador declarou que não foi alvo direto de mandados na Operação Verniz e disse desconhecer qualquer irregularidade em suas contas.
Ele afirmou ainda estar à disposição das autoridades para prestar eventuais esclarecimentos que a Justiça entender necessários.
Fases Anteriores da Operação Sangria:
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1ª Fase (Junho/2020): Focou no superfaturamento e na fraude na compra de respiradores hospitalares adquiridos de uma loja de vinhos (adega).
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2ª e 3ª Fases (Outubro e Novembro/2020): Cumpriram mandados de busca em gabinetes e apuraram participação de secretários estaduais e ex-gestores.
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4ª Fase (Junho/2021): Teve como alvo mandados cumpridos na residência e no gabinete de Wilson Lima, resultando também na prisão do então secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, por irregularidades na gestão do Hospital de Campanha Nilton Lins.
Da Redação







