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Brincadeira de mau gosto com falsa multa causa revolta na Ponta Negra

Documento falso deixado em para-brisas de veículos era uma ação de marketing de mau gosto ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) – A noite de domingo (06/04) na orla da Praia da Ponta Negra, tradicional ponto de lazer e encontro dos manauenses, terminou com indignação e revolta para diversos condutores. Ao retornarem aos seus veículos, encontraram falsas multas de trânsito fixadas nos para-brisas, simulando autuações aplicadas por agentes do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

 

O que inicialmente gerou apreensão e confusão entre os motoristas se revelou uma ação de marketing de extremo mau gosto, orquestrada por uma empresa privada. Os papéis, meticulosamente elaborados para se assemelharem a notificações oficiais, indicavam um valor de R$ 180, mencionavam a Prefeitura de Manaus como órgão competente, apresentavam um falso número de auto de infração e alegavam a absurda infração de “estacionar neste lugar por muito tempo”.

 

A “pegadinha” deprimente não parou por aí. Um QR code impresso no falso documento direcionava os motoristas, que buscavam entender a suposta infração, para um site que oferecia um desafio gratuito para emagrecimento.

 

A tentativa de capitalizar sobre a preocupação e o possível transtorno causado pela falsa multa demonstra um completo desrespeito com a população que utiliza um espaço público para momentos de lazer e descontração nos fins de semana.

 

A empresa responsável pela distribuição das falsas multas, diante da repercussão negativa e da justa indignação dos consumidores, publicou uma nota nas redes sociais reconhecendo a autoria da ação. Em uma tentativa de minimizar o impacto, a empresa admitiu que “a forma utilizada gerou desconforto e foi mal interpretada por algumas pessoas”, alegando que o objetivo era “chamar atenção de forma criativa para um projeto que tem transformado vidas”.

 

A justificativa, no entanto, soa vazia diante do transtorno e da sensação de terem sido enganados por uma “brincadeira” insensível e oportunista.

 

O IMMU e o Detran-AM não ficaram inertes diante da utilização indevida de suas marcas e da perturbação causada à população. Em notas oficiais, ambos os órgãos repudiaram veementemente a ação.

 

O IMMU informou que está adotando todas as providências legais e administrativas cabíveis para apurar a origem da infração falsa e responsabilizar os envolvidos.

 

O Detran-AM, por sua vez, classificou a utilização indevida de sua marca como crime e advertiu que tomará medidas legais caso a ação se repita, solicitando a remoção imediata dos folhetos restantes.

 

A atitude da empresa privada demonstra uma total falta de consideração com o tempo e a tranquilidade dos cidadãos, transformando um momento de lazer em fonte de frustração e desconfiança.

 

A Ponta Negra, um espaço público destinado ao convívio e à diversão, foi palco de uma ação de marketing invasiva e enganosa, que merece o repúdio da sociedade e a devida punição por parte das autoridades competentes.

 

A esperança é que o IMMU e o Detran-AM ajam com rigor para que episódios como este não se repitam, respeitando o direito da população a um lazer sem surpresas desagradáveis e “brincadeiras” de extremo mau gosto.

 

 

Da Redação

 

 

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