
Manaus (AM) ─ A saída repentina de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher, motivada por uma crise pública com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), deve provocar um forte abalo nas pretensões eleitorais do clã conservador em todo o país.
Analistas políticos apontam que o afastamento da ex-primeira-dama desidrata o principal canal de diálogo do partido com as eleitoras, enfraquecendo a pré-campanha de Flávio justamente no segmento em que o grupo enfrenta suas maiores resistências.
Michelle, que atuava como a principal ponte da legenda para mitigar a rejeição feminina ao bolsonarismo, deixou o posto após acusar Flávio de humilhação e desrespeito durante uma ligação telefônica.
O estopim foi a crítica pública feita por ela contra as alianças regionais da sigla. Embora o senador tenha pedido desculpas públicas e classificado o episódio como um mal-entendido, o estrago reputacional na imagem de Flávio com as mulheres já é considerado severo por estrategistas.
Esse isolamento da pré-campanha de Flávio Bolsonaro perante o eleitorado feminino nacional abre uma avenida de crescimento e consolidação para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O petista, que já lidera as pesquisas eleitorais em todos os cenários projetados, tende a capitalizar o desgaste do adversário, ampliando ainda mais sua vantagem competitiva entre as mulheres de todo o Brasil e consolidando seu favoritismo na corrida presidencial.
Datafolha traz Lula com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro em cenário de 2º turno
Da Redação, com informações de agências de notícias







