
Manaus (AM) ─ A desembargadora Nélia Caminha Jorge, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), determinou, nesta terça-feira (09/06), que a empresa A F Soares Marketing e Pesquisas (Action) abra integralmente os bastidores técnicos e planilhas da pesquisa AM-05601/2026.
O levantamento, divulgado no último dia 19 de maio, traz intenções de voto para governador e senador no Amazonas. A decisão atende a um pedido do Partido Social Democrático (PSD), comandado pelo senador Omar Aziz, pré-candidato ao Governo do Estado.
O PSD acionou a Justiça após o levantamento apresentar resultados para os cargos majoritários totalmente destoantes dos demais institutos que cobrem o cenário local.
Semana passada, o partido também ganhou o direito de auditar a pesquisa nº AM-07612/2026, realizada pelo Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN).
A legenda acusou a Action de omitir dados essenciais como o universo geográfico das entrevistas, margem de erro real e a fonte de financiamento do estudo, além de apontar o uso do material para fins de monetização em plataformas digitais.
Ao deferir a liminar, a relatora destacou o perigo do “efeito de manada”, fenômeno que utiliza pesquisas sem transparência metodológica para induzir psicologicamente o comportamento e a escolha do eleitorado.
Com a ordem judicial, a Action tem o prazo de dois dias para fornecer o banco de dados completo em formato Excel aos e-mails do partido. O pacote técnico deve incluir o sistema de controle de dados, a identificação nominal dos entrevistadores, os questionários aplicados e os relatórios finais.
Segunda vez ─ O instituto também fica obrigado a franquear o acesso à sua sede para auditoria física por parte dos representantes do PSD, resguardando unicamente o sigilo da identidade dos entrevistados.
Esta é a segunda vez consecutiva que a Justiça Eleitoral determina a Action a abrir seus dados de pesquisa em menos de 48 horas. Na segunda-feira (08/06), o partido Avante, do pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida, também obteve o direito de auditar rigorosamente o mesmo levantamento.
Sob a coordenação do pesquisador Afrânio Soares, o instituto agora enfrenta dupla fiscalização das principais forças políticas do estado devido às suspeitas de distorção no cenário eleitoral.
─ Esse é um direito de todos os partidos e pré-candidatos. Para o Instituto Action não há nenhum problema -, disse Afrânio Soares ao portal amazonas365.
Veja a decisão:
Da Redação










