
Manaus (AM) — O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reagiu com duras críticas e ironia à oficialização da pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à Presidência da República em 2026.
A manifestação do dirigente partidário ocorre logo após o Democracia Cristã (DC) anunciar a filiação do magistrado aposentado para substituir Aldo Rebelo na corrida pelo Palácio do Planalto. Valdemar classificou o projeto político do ex-ministro como “uma piada” e relembrou os episódios do julgamento do Mensalão.
O embate traz à tona um histórico de forte antagonismo político e jurídico. Como relator da Ação Penal 470 no STF, concluída em 2012, Joaquim Barbosa foi o responsável por conduzir o processo que resultou na condenação de diversos caciques políticos da época, incluindo o próprio Valdemar Costa Neto, sentenciado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O líder do PL usou o retrospecto e o longo período de recolhimento de Barbosa — que se aposentou do Judiciário em 2014 e vinha atuando apenas como parecerista — para desidratar a viabilidade eleitoral do novo adversário.
A chegada de Joaquim Barbosa ao DC, anunciada pelo presidente nacional da sigla, João Caldas, alterou profundamente os rumos do partido e abriu uma crise interna com o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, que protestou publicamente contra a troca de nomes, chamando a articulação de “balão de ensaio”.
A cúpula da legenda justificou a substituição com base no desempenho em pesquisas qualitativas, afirmando que a figura do ex-magistrado funciona como “um diamante” associado à ética pública e ao combate à corrupção, representando uma alternativa de união nacional.
Esta é a segunda vez que Barbosa ensaia entrar na política partidária, após ensaiar e desistir de uma candidatura pelo PSB em 2018.
Da Redação, com informações de agências de notícias







