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URGENTE | Presidente da AAM é condenado por desvio de verbas da educação básica

Anderson Sousa foi condenado a devolver R$ 2,4 milhões por gastos irregulares em Rio Preto da Eva ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) ─ O presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Anderson Sousa, foi condenado, nesta quinta-feira (23/04), pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) a devolver, aproximadamente, R$ 2,4 milhões aos cofres públicos.

A decisão atesta que, durante seu mandato como prefeito de Rio Preto da Eva em 2020, houve uma série de irregularidades sem comprovação de gastos, justamente no período crítico da pandemia.

Mesmo após deixar o cargo no município, Anderson Sousa ─ que é filiado ao União Brasil, presidido no Amazonas pelo ex-governador Wilson Lima – se manteve na direção da AAM após alterar o Estatuto da entidade, que anteriormente previa a ocupação da presidência apenas para prefeitos com mandato pleno.

O relatório do TCE-AM aponta que os recursos foram gastos com combustíveis, materiais de construção e outras despesas sem a devida prestação de contas.

Chamou a atenção dos conselheiros o volume elevado de gastos com combustível durante o isolamento social, além da execução não comprovada de obras e o uso irregular de verbas da educação básica.

Somada à obrigação de ressarcimento milionário, Sousa foi multado em R$ 13,6 mil e a atual gestão foi orientada a endurecer o controle de gastos para evitar que as falhas se repitam.

A permanência de Anderson Sousa no comando da AAM através de manobra estatutária ocorre em um momento de cerco institucional contra aliados do mesmo grupo político do ex-governador.

Veja a decisão:

Da Redação

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