
Manaus (AM) ─ A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) oficializou, nesta quinta-feira (23/04), os novos índices de reajuste tarifário que impactam diretamente o bolso dos consumidores brasileiros neste mês de abril.
No Amazonas, a medida atinge em cheio mais de 1,1 milhão de unidades consumidoras atendidas pela empresa Ampar, antiga Amazonas Energia, que sentirão o reflexo da atualização em suas faturas nos próximos ciclos de cobrança.
Com a decisão, o país volta a registrar uma forte pressão de alta nas contas de luz, impulsionada pelo aumento nos custos de transmissão e nos encargos setoriais.
O cenário estadual acompanha uma tendência nacional de elevações que chegam a 15% em algumas regiões, como no caso da CPFL Santa Cruz, em São Paulo.
No Amazonas, embora a variação percentual média para este ciclo de 2026 seja ajustada conforme as revisões periódicas de cada distribuidora, o impacto acumulado reforça o custo de vida no estado, onde a tarifa já é considerada uma das mais desafiadoras da região Norte.
Diferente de 2025, que teve períodos de estabilidade, o ano de 2026 marca o retorno dos reajustes de dois dígitos para grandes consumidores industriais e aumentos consistentes para a classe residencial.
O reajuste atual é justificado tecnicamente pela necessidade de compensar gastos com a compra de energia e o transporte da eletricidade até o consumidor final.
Em estados vizinhos e de grande porte, como Mato Grosso e Bahia, os índices médios fixados ficaram entre 5% e 7%, enquanto o Mato Grosso do Sul e o interior paulista amargaram altas superiores a 12%.
Para o consumidor amazonense, a atualização tarifária exige um planejamento financeiro ainda mais rigoroso, visto que a região enfrenta particularidades logísticas que tornam o custo da infraestrutura energética naturalmente mais elevado.
Da Redação







