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URGENTE | Amazonas não tem regras para uso de redes sociais por PMs  

Policiais militares não possuem regramento especificas do uso de redes sociais ─ FOTO: Gerada/IA  

 

Manaus (AM) — A Polícia Militar do Amazonas é uma das 16 corporações brasileiras que ainda não possuem regulamentação específica sobre o uso de redes sociais em contas pessoais de seus servidores que trabalham em rondas ostensivas ou atuando em áreas administrativas.

O dado faz parte de um levantamento do Instituto Sou da Paz, divulgado nesta quarta-feira (15/04), que analisou 56 instituições de segurança no país.

A ausência de diretrizes no estado permite que agentes utilizem a imagem da instituição de forma discricionária, muitas vezes misturando a função pública com a promoção de perfis pessoais.

Em Manaus, a eficácia dessa estratégia para fins políticos ficou nítida na eleição municipal de 2024 com a vitória expressiva do Sargento Salazar (PL).

O parlamentar construiu sua base digital expondo-se em ação durante o horário de trabalho, realizando prisões de suspeitos e abordagens a usuários de drogas nos principais bairros da capital.

A espetacularização das ocorrências rendeu a Salazar 22.594 votos, consolidando-o como um fenômeno das redes sociais e, atualmente, um dos nomes mais cotados para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.

AM sem regramento ─ O estudo do Instituto Sou da Paz revela que, embora 67% das polícias brasileiras tenham adotado normas a partir de 2021, o Amazonas segue sem regramento para condutas como o uso de fardas e viaturas para obter vantagem comercial ou política.

A falta de limites claros favorece a monetização de conteúdos operacionais e a construção de “policiais celebridades”, o que, segundo especialistas, compromete a neutralidade institucional e utiliza a infraestrutura do Estado para catapultar pretensões eleitorais individuais.

A diretora-executiva da entidade, Carolina Ricardo, que é uma das colaboradoras do amazonas365 na elaboração de artigos sobre violência no país, aponta que as lacunas na fiscalização e a falta de punições objetivas são problemas centrais.

Enquanto estados vizinhos avançam na proibição de críticas à corporação e na exposição de cenas de violência na internet, o cenário no Amazonas permanece aberto a interpretações, permitindo que a “lógica do espetáculo” continue pautando a presença digital de parte do efetivo, transformando o combate ao crime em conteúdo de entretenimento e plataforma partidária.

Da Redação, com informações do Instituto Sou da Paz

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