
Manaus (AM) — A corrida para a sucessão do ex-governador Wilson Lima (União) e seu vice, Tadeu de Souza (Progressistas), consolidou três frentes políticas antes do fechamento do prazo de inscrição, que encerra às 20h desta quinta-feira (16/04).
O pleito indireto, marcado para o dia 4 de maio, terá como eleitores os 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que definirão quem comandará o estado até o fim do mandato atual.
A chapa do governador interino Roberto Cidade (União) surge como a principal força do pleito, trazendo o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) como candidato a vice-governador.
Em outra frente, a aliança PSDB/PL oficializou William Bittar Santos (PSDB) na cabeça da chapa, tendo como vice o veterano João Ricardo Lima, de 80 anos, representante do PL de Jair Bolsonaro.
A terceira via foi registrada pela Democracia Cristã (DC), com uma composição “puro-sangue” formada pelo empresário Cícero Alencar e seu vice, Roque Lane.
Cícero Alencar, que possui proximidade política com o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), adotou um tom crítico ao registrar a candidatura, classificando a disputa como um gesto de “revolta” e “indignação”.
Ele criticou duramente a renúncia simultânea da chapa eleita em 2022, afirmando que o abandono do cargo pelos antigos titulares é um fato inédito e vergonhoso para a história política brasileira.
Embora Alencar reconheça o caráter simbólico de sua candidatura diante do colégio eleitoral restrito aos parlamentares, seu vice, Roque Lane, enfatizou que o foco da sigla é garantir a estabilidade administrativa do Amazonas durante o período de transição.
O cenário agora aguarda a homologação final das candidaturas para que os deputados estaduais definam o novo comando do Executivo estadual no início do próximo mês.
Da Redação







