
Washington (EUA) – Em um dos momentos mais críticos da geopolítica global em 2026, o presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (03/03), durante recepção ao chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca, que o arsenal bélico do Irã está sendo desmantelado.
Segundo o republicano, a ofensiva militar dos EUA — deflagrada após a morte do líder supremo Ali Khamenei — já neutralizou grande parte das capacidades defensivas de Teerã.
Trump defendeu abertamente uma mudança de regime, mas demonstrou pragmatismo ao citar Reza Pahlavi como opção, desde que haja respaldo popular, visando evitar que o vácuo de poder seja ocupado por novos radicais.
As declarações ocorrem em um cenário de destruição severa após ataques a alvos estratégicos, incluindo o edifício da Assembleia dos Peritos. Trump reiterou que os EUA não aceitarão um sucessor que mantenha a linha hostil do governo anterior.
─ Eles acumularam mísseis por anos e estamos destruindo muitos deles. Gostaria de ver alguém lá que devolva o poder ao povo, e não radicais malucos que matam pessoas -, sentenciou o presidente, enfatizando que o objetivo é impedir que o país caia nas mãos de lideranças tão nocivas quanto as que foram destituídas.
Ultimato à Otan ─ A coletiva de imprensa também serviu de palco para um ataque frontal aos aliados europeus. Trump subiu o tom contra a Espanha, acusando Madri de descumprir o compromisso firmado na Cúpula de Haia, que elevou a meta de investimentos em defesa para 5% do PIB.
Além do fator financeiro, a recusa espanhola em ceder bases militares para as operações no Oriente Médio — ao contrário do Reino Unido e de outros parceiros — enfureceu o republicano. “Se isso continuar, vamos cortar todo o comércio com a Espanha”, ameaçou, condicionando as relações econômicas ao apoio militar irrestrito.
Nem mesmo o aliado histórico britânico foi poupado de críticas. Trump demonstrou irritação com entraves logísticos relacionados ao uso das Ilhas Chagos, afirmando que a demora de dias para a liberação de pousos de aeronaves americanas prejudicou a agilidade da operação.
A postura de Trump sinaliza que, em seu governo, a lealdade dos membros da OTAN será medida exclusivamente pela disposição em financiar e apoiar logisticamente as intervenções dos EUA, sob pena de severas retaliações comerciais.
Da Redação, com informações de agências internacionais







