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Rodoviários de Manaus ameaçam paralisar 70% dos ônibus nesta quinta, 6/8  

O presidente do STTRM, Gilvancir Oliveira reuni com trabalhadores para anunciar a paralisação ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) – A população da capital amazonense corre o risco de enfrentar sérios transtornos no transporte coletivo nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (06/08). O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou que a categoria pode cruzar os braços e paralisar 70% da frota de ônibus caso os salários dos trabalhadores não sejam depositados até o fim desta quarta-feira (05/08).

A decisão foi comunicada pelo presidente da entidade sindical, Givancir Oliveira, durante reunião realizada na sede do sindicato. Segundo a liderança, o protesto é uma resposta direta aos sucessivos atrasos no pagamento dos vencimentos por parte das empresas concessionárias do sistema.

─ É uma humilhação muito grande para um pai de família que trabalha, produz, acorda de madrugada para trabalhar e chega no final do mês sem receber o salário. Com isso, todos os seus compromissos entram em atraso, geram juros, e quem paga essa conta é o trabalhador -, declarou o dirigente sindical.

De acordo com o STTRM, caso os repasses financeiros não sejam regularizados até o limite do expediente bancário, o indicativo de paralisação começa a valer a partir das 4h da manhã de quinta-feira, 6/8.

Para cumprir a exigência legal de manutenção dos serviços essenciais, o sindicato informou que apenas 30% dos coletivos continuarão operando nas ruas de Manaus.

─ Com certeza, amanhã 70% da frota vai parar. A categoria deve cruzar os braços em protesto contra os constantes atrasos de pagamento que tanto prejudicam os trabalhadores -, reforçou Givancir Oliveira.

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A paralisação pode impactar diretamente centenas de milhares de passageiros que dependem do transporte público para deslocamento na capital. Até o momento, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) não se manifestaram oficialmente sobre a regularização dos pagamentos ou planos de contingência.

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Da Redação

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