
Manaus (AM) — O professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Davi Said Aidar, de 62 anos, foi executado a tiros na noite desta sexta-feira (06/02), por volta das 23h. O crime ocorreu no ramal Água Branca 1, localizado no quilômetro 35 da rodovia AM-010, dentro de um estabelecimento comercial de propriedade da vítima.
De acordo com informações confirmadas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o professor foi surpreendido por dois homens encapuzados que chegaram ao local em uma motocicleta.
Testemunhas e familiares relataram que a dupla efetuou diversos disparos contra Davi e fugiu em seguida. Embora o professor possuísse porte de arma (CAC) e uma pistola tenha sido encontrada em seu veículo, não houve tempo para reação. Nada foi levado do local, o que reforça a hipótese de execução.
Legado acadêmico e comoção ─ Davi Said Aidar era uma das maiores autoridades brasileiras em meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) e genética molecular.
Pós-doutor pela USP, ele dedicou décadas ao ensino na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da UFAM, onde formou gerações de pesquisadores e impulsionou a sustentabilidade em comunidades rurais do Amazonas.
Sua trajetória foi marcada por participações em programas nacionais, como o Globo Rural, onde compartilhava técnicas de manejo e preservação da biodiversidade amazônica.
Em nota oficial emitida na manhã deste sábado (07/02), a UFAM lamentou a perda irreparável: “O professor tornou-se titular em 2020 e deixa um legado à comunidade universitária. Neste momento de dor, a UFAM se solidariza com familiares e amigos”.
Investigação ─ As câmeras de segurança do estabelecimento registraram a ação dos criminosos e as imagens já estão em posse dos investigadores da DEHS. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Até o momento, a motivação do crime permanece desconhecida, e a polícia trabalha para identificar se o assassinato possui relação com conflitos na região do ramal ou questões pessoais.
Da Redação







