
Assunção (Paraguai) ─ Em um movimento estratégico para ampliar a integração econômica e atrair capital estrangeiro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, divulgou uma mensagem direcionada ao empresariado brasileiro convidando investimentos no país vizinho.
O chefe do Executivo paraguaio convocou lideranças corporativas do Brasil a participarem do Summit Paraguai-Brasil, fórum marcado para os dias 12 e 13 de novembro em Assunção, voltado ao fortalecimento de parcerias bilaterais, inovação e expansão de negócios entre as duas nações.
Na avaliação de Peña, Brasil e Paraguai possuem vantagens geográficas e estruturais complementares capazes de elevar a competitividade industrial da região no cenário internacional.
Ao destacar a localização estratégica do território paraguaio, a oferta de mão de obra jovem e uma estrutura tributária atrativa, o mandatário ressaltou que a atuação conjunta entre os países é indispensável para enfrentar agendas globais de peso, a exemplo da consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
A aproximação econômica ganha força respaldada pelos números consolidados do comércio exterior. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a corrente de comércio entre as duas nações alcançou o patamar de US$ 7,4 bilhões no último ano, consolidando uma trajetória de crescimento de 2,5% em relação ao período anterior e ratificando o Brasil como o principal parceiro comercial do mercado paraguaio na América do Sul.
O aceno diplomático de Santiago Peña ocorre após um período de recente atrito diplomático entre Brasília e Assunção. O mal-estar foi desencadeado por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o contexto histórico da Guerra do Paraguai, evento que motivou a convocação do embaixador brasileiro e reacendeu debates sobre a devolução de acervos históricos do conflito.
A iniciativa do summit reafirma a disposição de ambos os governos em priorizar a agenda de desenvolvimento, cooperação industrial e geração de empregos na América Latina.
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Da Redação







