
Manaus (AM) ─ A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou a Operação Universitates para desarticular o grupo responsável pelo assassinato do professor universitário Davi Said Aidar, de 62 anos. O crime, ocorrido em 6 de fevereiro de 2026, em um bar no ramal Água Branca (AM-010) – Manaus/Itacoatiara -, foi motivado por uma rixa comercial alimentada pela vizinha da vítima, Juliana da Rocha Pacheco.
A investigação aponta que Juliana, atualmente foragida, acreditava que as atividades econômicas do professor prejudicavam o faturamento de seu próprio estabelecimento e, por isso, ordenou a execução. O mentor intelectual da ação foi Lucas Santos de Freitas, o “Lucão”, sobrinho da mandante.
Ele utilizou sua rede de contatos como agiota para recrutar os executores, oferecendo abatimento de dívidas como pagamento. Antônio Carlos Pinheiro Meireles, o “TK”, que já possui condenação anterior por homicídio, foi o autor dos 14 disparos que vitimaram o docente.
Além deles, Rafael Fernando de Paula Bahia conduziu a motocicleta usada no crime para abater uma dívida de R$ 10 mil, enquanto Emerson Sevalho de Souza prestou apoio logístico em troca de apenas R$ 50.
As diligências revelaram que Juliana entregou pessoalmente a arma do crime, escondida em uma bolsa, momentos antes da execução. Três dias antes do homicídio, o grupo monitorou a rotina do professor para garantir o sucesso da emboscada.
Lucas, Antônio Carlos, Rafael e Emerson foram presos entre os dias 25 de fevereiro e 4 de março em diferentes zonas de Manaus. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) solicita o apoio da população com informações que levem ao paradeiro de Juliana Pacheco.
A Justiça caminha para punir os responsáveis e garantir que crimes motivados por torpeza não fiquem impunes.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







