
Manaus (AM) ─ Onze policiais militares foram presos preventivamente nesta sexta-feira (13/03) durante a Operação Simulacrum, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) para investigar a execução de João Paulo Maciel dos Santos, de 19 anos.
O crime ocorreu em 28 de outubro de 2025, no bairro Vila da Prata, zona Oeste, após uma abordagem da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) que foi registrada por moradores.
A ação, conduzida pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial, revelou que o jovem foi rendido e levado para um beco antes de ser morto com três tiros, contrariando a versão oficial de confronto armada apresentada pelos agentes na época.
Os mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, atingiram o capitão Wilkens Diego Feitosa da Silva, os cabos Fernanda Braga de Oliveira e Marcel Alves de Paiva, o 3º sargento Alain José Campos da Silva Junior, além dos soldados Luilson Marlon Valentim, Rudicimar Cunha Cativo, Tiago Salim de Lima, Jean Thiago Correia Negreiros, Humberto Gondim Barbosa Neto Passos, Denis Ferreira de Souza e Gelson Zanelato Filho.
Outros oito policiais respondem a medidas cautelares, totalizando 19 denunciados por homicídio qualificado e fraude processual. O nome da operação, “Simulacrum”, refere-se à simulação de socorro e à alteração da cena do crime identificadas pelos promotores Armando Gurgel e Daniel Amazonas de Menezes durante as investigações iniciadas logo após o sepultamento da vítima.
A investigação ganhou força decisiva com o laudo pericial que apontou que João Paulo sangrou até a morte por ferimentos no peito e fígado, sem qualquer vestígio de que tenha efetuado disparos.
O MPAM cumpriu ainda 19 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados para coletar novas provas que reforcem a denúncia de execução sumária.
O comando da Polícia Militar acompanhou os trabalhos e os detidos foram encaminhados ao Batalhão da Rocam, onde permanecem à disposição da Justiça.
Da Redação







