Início Política Justiça exige explicações do governo sobre contrato bilionário no HPS Platão Araújo

Justiça exige explicações do governo sobre contrato bilionário no HPS Platão Araújo

Juíza Etelvina Lobo Braga exige explicações do governo e do INDSH sobre gestão do Platão Araújo ─ FOTO: Reprodução    

 

Manaus (AM) ─ A contratação do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) para gerir o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, em um contrato de R$ 1,45 bilhão, está sob análise da Justiça. A juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública, deu um passo decisivo no caso ao determinar a intimação urgente do Governo do Amazonas e do INDSH.

A medida é a primeira etapa para a Justiça acatar a ação popular movida pelo deputado Wilker Barreto (Agir) questionando a legalidade do processo de convocação pública nº 01/2025, que resultou na contratação do INDSH para administrar o HPS Platão Araújo.

Segundo o parlamentar, o instituto não possuía, na época da seleção, a qualificação legal exigida como Organização Social, requisito fundamental do edital.

Com a decisão da juíza Etelvina Lobo, o governo e o INDSH têm cinco dias para se manifestarem sobre as acusações de ilegalidade no processo. A magistrada só decidirá sobre a suspensão imediata do contrato após a análise dessas respostas.

A ação judicial levanta dúvidas sobre a qualificação legal de Organização Social (OS), uma exigência fundamental do edital. O contrato já havia sido suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), mas uma liminar judicial reverteu a decisão sem uma análise aprofundada das irregularidades.

Veja a decisão:

O questionamento sobre a gestão por meio de organizações sociais não é isolado. Em outras unidades de saúde do estado, como o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, essa modalidade de gestão tem gerado insatisfação na população.

Críticas sobre a qualidade dos serviços, a transparência nos gastos e a eficiência do modelo têm sido frequentes entre os amazonenses.

A decisão da juíza Etelvina Lobo, portanto, coloca em xeque um modelo de gestão que já enfrenta resistência em outras unidades de saúde, reforçando a necessidade de transparência e debate público sobre a aplicação de recursos bilionários na saúde do Amazonas.

Da Redação, com informações da assessoria de imprensa

 

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