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Família registra confronto de guerra contra o tráfico em Manacapuru; veja vídeo  

Ribeirinhos registram assustados a operação no rio Solimões que termina em troca de tiros e clima de tensão — FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) — O rio Solimões, rota estratégica e sangrenta do tráfico internacional de drogas no Amazonas, transformou-se em um cenário de guerra durante uma operação da Companhia de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar, e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil.

O alvo: comboios do crime que cruzam a comunidade rural do Pesqueiro, em frente a Manacapuru, município da Região Metropolitana de Manaus, distante 89 quilômetros da capital. Essa é mais uma ação do tráfico internacional de drogas desafiando a soberania do Estado.

O impacto da ação foi registrado em vídeos angustiantes por ribeirinhos que ficaram no meio do fogo cruzado. As imagens não revelam apenas a operação, mas o desespero humano.

No registro mais impactante, a voz de uma moradora embarga enquanto o som seco das rajadas ecoa pelo rio. “Tiro, tiro, tiro, tiro! Meu Deus!”, grita ela, enquanto busca abrigo no assoalho de madeira, retratando o pavor de quem vive à margem de uma das rotas mais perigosas do mundo. Foram cerca de 30 minutos de um combate intenso que paralisou o tráfego fluvial na região.

A audácia dos criminosos ficou nítida no material apreendido. A polícia interceptou duas lanchas blindadas, equipadas com motores de alto desempenho para fugas rápidas.

O que mais impressionou as equipes, porém, foi o armamento: metralhadoras calibre .50, capazes de derrubar aeronaves e perfurar blindagens leves. Esse é o arsenal padrão do tráfico internacional para garantir que as toneladas de entorpecentes sigam o fluxo do Solimões rumo aos mercados globais.

Veja o vídeo:

Rastro de insegurança ─ Apesar da demonstração de força das autoridades, o sentimento que permanece nas comunidades é de vulnerabilidade. Famílias inteiras abandonaram suas rotinas de pesca e transporte para se esconderem debaixo de camas e bancos de canoas.

Até o fechamento desta edição, as autoridades não confirmaram o número de baixas ou prisões, mas o rastro de destruição e os vídeos do pânico popular servem como um lembrete brutal da violência que dita as regras nas águas profundas do Amazonas.

Da Redação

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