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Empresários presos com malas de dinheiro em Brasília têm contratos milionários em Coari  

Prefeito de Coari, Adail Pinheiro fechou contratos milionários com os três empresários ─FOTO: Reprodução

 

Brasília (DF) – Uma operação de rotina da Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional de Brasília, nesta terça-feira (20/05), culminou na prisão em flagrante de três empresários vindos de Manaus/AM, suspeitos de lavagem de dinheiro. Com os indivíduos, foi apreendida uma quantia em dinheiro vivo que ultrapassa R$ 1,2 milhão.

Os detidos foram identificados como César de Jesus Glória Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho. A apreensão e as prisões ocorreram durante fiscalização na área de desembarque.

Segundo informações divulgadas pelo Blog do Hiel Levy, no dia 18 de maio, os três empresários teriam contratos milionários com a Prefeitura de Coari, município do interior do Amazonas localizado a aproximadamente 370 km de Manaus, sob a gestão do prefeito Adail Pinheiro (Progressistas).

A alta soma em espécie e a falta de justificativa legal para o transporte do dinheiro acenderam o alerta das autoridades federais. A movimentação de grandes quantias sem a devida comprovação de origem e finalidade é um forte indício de atividades ilícitas, como a lavagem de dinheiro, que busca legalizar recursos obtidos por meios criminosos.

Os empresários alegaram à Polícia Federal que o dinheiro seria destinado à aquisição de materiais para suas empresas no estado de Goiás. No entanto, a PF informou que as investigações serão aprofundadas para determinar a origem exata dos valores e verificar a possível ampliação do rol de crimes e o envolvimento de outras pessoas na rede criminosa. Os detidos foram encaminhados à carceragem da PF para os procedimentos cabíveis.

Este flagrante reforça a atuação da Polícia Federal no combate a crimes financeiros e à corrupção, com foco na fiscalização de aeroportos como pontos estratégicos para o fluxo de capitais ilícitos.

A ação em Brasília sublinha o compromisso das autoridades em desmantelar esquemas que afetam a economia e a segurança pública do país, especialmente em regiões como o Amazonas, onde o dinheiro público é alvo constante de escrutínio.

 

Da Redação

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