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Braga lidera proposta para isentar IR até R$ 5 mil e fim a privilégios  

Senador Eduardo Braga criticou o desequilíbrio tributário brasileiro atual ─ FOTO: Jonas Carvalho/Divulgação  

 

Brasília (DF) – Em uma defesa contundente da classe trabalhadora e da justiça fiscal, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) reforçou seu apoio à aprovação do PL 1087/2025, que propõe elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil mensais.

O senador do Amazonas usou a tribuna para denunciar a “injustiça histórica” do sistema tributário brasileiro, que favorece a alta renda sobre o salário.

Braga, que se tornou um dos principais porta-vozes da reforma progressiva, criticou o desequilíbrio atual com uma comparação chocante:

─ É óbvio que a tributação sobre o salário chegou a patamares ridículos no Brasil, ao ponto de um cidadão que ganha menos de R$ 5 mil pagar mais imposto de renda do que um cidadão que recebe 1 milhão de reais de dividendo -, ponderou o senador.

Progressividade e 14º salário ─ A iniciativa, que avança na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, busca corrigir a distorção que transformou o IRPF, nas últimas décadas, em um “imposto sobre salário”, em vez de um imposto sobre a renda geral.

O cerne da proposta defendida por Braga é duplo:

Isenção para a classe média: Aumentar a faixa de isenção para R$ 5.000, aliviando o bolso de milhões de trabalhadores.

Taxação do capital: Incluir a aplicação de uma alíquota mínima de 10% sobre dividendos, que hoje são isentos no Brasil, para equilibrar a carga tributária entre capital e trabalho.

O Impacto direto no Amazonas: Um “14º Salário”

A defesa de Eduardo Braga destaca o efeito imediato e positivo que a isenção traria para os trabalhadores de seu estado, especialmente na Zona Franca de Manaus.

─ O valor que se deixará de pagar é de aproximadamente R$ 4,6 mil, o que equivale, portanto, a um décimo quarto salário. Digo, não apenas no ABC Paulista, mas na Zona Franca de Manaus, quase que 99% dos trabalhadores de chão de fábrica terão exatamente isso, o direito a uma espécie de décimo quarto salário,” explicou o senador.

Ao defender a medida, Braga reforça o papel social do tributo, que, em sua visão, deve ser progressivo e gerar impacto positivo na economia, injetando renda disponível nas mãos dos consumidores.

Com o relatório lido na CAE, a expectativa é de celeridade. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já sinalizou que, após a aprovação na comissão, o projeto será prontamente pautado no plenário para seguir à sanção presidencial.

A mobilização de Braga e de outros parlamentares indica que o Congresso está pronto para enfrentar a resistência dos setores que se beneficiam da atual injustiça fiscal.

Veja o vídeo do senador:

Da Redação, com informações da assessoria de imprensa

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