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URGENTE | PMs de Humaitá operam “no escuro” por falha grave no sistema de radiocomunicação

Promotor de Justiça Weslei Machado aponta que a estrutura de comunicação da PM no município está "fora de operação" ─ FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) ─ Os policiais militares do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) de Humaitá, no Sul do Amazonas (município distante 696 quilômetros de Manaus), estão atuando no policiamento ostensivo com sérias limitações no sistema de radiocomunicação.

A revelação consta em decisão assinada pelo promotor de Justiça Weslei Machado, da 1ª Promotoria de Justiça de Humaitá, que detalha o quadro de precariedade estrutural enfrentado pela guarnição local: a rede é composta por um sistema analógico antigo, instalado em 2013, e os equipamentos digitais mais modernos (modelos APX 900 e APX 2500) doados à unidade possuem uso limitado ou nulo devido à falta de infraestrutura compatível.

De acordo com o Ministério Público do Amazonas (MPAM), o sistema de radiocomunicação policial do município está oficialmente classificado pela própria Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) como “FORA DE OPERAÇÃO”, o que compromete a agilidade no atendimento de ocorrências e coloca em risco a integridade física das guarnições em serviço nas ruas.

Diante do diagnóstico, o MPAM abriu o Procedimento Administrativo nº 163.2026.000033 e emitiu a Recomendação nº 4/2026/1 ªPJHUT cobrando medidas urgentes do Secretário de Segurança Pública e do Comandante-Geral da PMAM.

Em resposta encaminhada ao órgão ministerial em agosto, a SSP-AM informou que aprovou a inclusão de um sítio de repetição para Humaitá no Processo de Acompanhamento Aquisitivo nº 01.01.022703.000324/2026-63, financiado pelo Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP).

Apesar de reconhecer o avanço orçamentário e o destravamento da licitação, o promotor Weslei Machado negou o arquivamento das investigações. O MPAM ressaltou que as medidas emergenciais continuam “em curso” e determinou novos prazos de 20 dias para que a SSP-AM e o Comando do 4º BPM apresentem relatórios detalhados contendo o cronograma de instalação, estudos técnicos de cobertura e protocolos de contingência para proteger os policiais até a ativação definitiva do novo sistema.

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Precarização se repete em outros municípios do Amazonas ─ A falta de estrutura básica e o sucateamento de prédios e equipamentos policiais no interior do Estado não são fatos isolados em Humaitá. Reportagens investigativas e levantamentos operacionais já veiculados pelo portal Amazonas365 demonstram uma crise recorrente no sistema de segurança pública do interior amazonense:

  • Inoperância de viaturas e logística: Matérias do Amazonas365 apontaram que batalhões e delegacias de municípios como Parintins, Tefé e Coari enfrentam descontinuidade na manutenção de viaturas terrestres e embarcações (lanchas operacionais), deixando calhas inteiras de rios desprovidas de patrulhamento regular.
  • Prédios delegacias sucateados: Relatórios do MPAM divulgados pelo portal revelaram delegacias em condições insalubres em municípios como Carauari e Eirunepé, onde há falta de celas adequadas, goteiras, mofo e ausência de sistemas básicos de internet para registro de Boletins de Ocorrência.
  • Déficit de contingente e comunicação: A ausência de sinal de radiocomunicação integrado e a dependência de telefonia celular privada ou aplicativos de mensagens — que não funcionam em áreas rurais e de floresta — já foram alvos de denúncias de sindicatos e associações de praças da PMAM em matérias do Amazonas365.

Veja as medidas do MPAM:

 

Da Redação

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