
Manaus (AM) ─ A Operação Sentinela Maior, deflagrada nesta terça-feira (12/05) para a desativação do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus, revelou um cenário de privilégios e luxo que contradiz as normas de custódia oferecidas em outros presídios no sistema penitenciário do Amazonas.
Durante a inspeção e transferência dos detentos para a nova unidade na BR-174, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) encontrou celas e áreas comuns equipadas com geladeiras abastecidas, freezers, aparelhos de ar-condicionado split, camas, mesas, cadeiras e cozinhas completas.
O aparato de lazer incluía até churrasqueiras e o uso irregular de celulares, evidenciando uma rotina de regalias dentro da unidade da zona Norte.
O perfil dos custodiados que desfrutavam dessas condições é marcado por crimes de extrema gravidade.
Dados oficiais da unidade indicam que o homicídio é o principal motivo de prisão no local, alcançando 33,73% do total de detentos, seguido por crimes sexuais, como estupro e estupro de vulnerável, que respondem por 16,87% da população carcerária militar.

Somados, os réus por assassinatos e crimes sexuais compõem a maioria absoluta do efetivo prisional, operando em um sistema que permitia acesso a bens e confortos proibidos em unidades penitenciárias convencionais.
A desativação do núcleo e a transferência para a Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM/AM) visam encerrar esse ciclo de benefícios indevidos e reforçar a segurança operacional.
A nova estrutura, sob gestão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), foi planejada para impor o rigor administrativo necessário, especialmente após o histórico de fugas e a constatação, pela Operação Sentinela Maior, de que o antigo presídio funcionava sem o controle efetivo sobre a entrada e permanência de objetos de luxo e comunicação externa.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







