
Manaus (AM) – O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira (07/05) o pedido de liminar em habeas corpus que buscava a soltura de Cleusimar de Jesus Cardoso e do filho, Ademar Farias Cardoso Neto.
A mãe e o irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, seguem presos preventivamente nos Centros de Detenção Feminina e Masculino, em Manaus, sob a acusação de liderar um grupo religioso que utilizava substâncias ilícitas e causava danos à saúde de seus seguidores.
A dançarina, de 32 anos de idade, foi encontrada morte dentro da residência dela, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, 28 de maio de 2024. Mãe e filho foram presos suspeitos do crime.
A defesa de Cleusimar e de Ademar alegaram a excesso no prazo do período de custódia, que ultrapassaram 700 dias após anulação da sentença condenatória no processo.
Eles também reclamaram que a ação penal teria ficado 153 parada entre as alegações finais do Ministério Público e as alegações para a defesa. O ministro, no entanto, não acolheu os argumentos da defesa.
Esta não é a primeira vez que a Corte nega o relaxamento da prisão da acusada, mantendo o entendimento de que a manutenção da custódia é necessária para a garantia da ordem pública, dada a gravidade dos fatos investigados na Operação Mandrágora.
Cleusimar Cardoso foi presa em maio do ano passado após a morte de sua filha, Djidja Cardoso, por suspeita de overdose de cetamina.
As investigações da Polícia Civil do Amazonas apontam que a família liderava uma seita denominada “Pai, Mãe, Vida”, onde o uso recreativo e espiritual da substância era imposto a funcionários e familiares.
O processo segue em tramitação é e um dos casos de maior repercussão no estado.
Da Redação







