
Manaus (AM) ─ O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17/04), um de seus maiores ícones. Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, morreu aos 68 anos em São Paulo. O ex-jogador foi internado às pressas no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba, após sofrer um mal-estar, mas não resistiu.
Oscar travou uma batalha pública e resiliente contra um câncer no cérebro diagnosticado em 2011.
Embora tivesse anunciado a interrupção do tratamento em 2022 por considerar a doença controlada, ele vinha lidando com sequelas e complicações recentes, incluindo uma cirurgia realizada há poucos meses que o impediu de comparecer a homenagens do Comitê Olímpico do Brasil (COB) na última semana.
Legado inalcançável ─ Considerado o maior jogador da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas de todos os tempos, Oscar acumulou recordes impressionantes:
- 49.973 pontos na carreira (marca que o manteve como maior pontuador do mundo por décadas).
- Cinco Olimpíadas consecutivas (1980 a 1996), sendo o maior cestinha da história dos Jogos.
- Herói de Indianápolis: Liderou a Seleção Brasileira na histórica vitória sobre os Estados Unidos na final do Pan-Americano de 1987.
Oscar Schmidt recusou diversas propostas para jogar na NBA em uma época em que isso o impediria de defender a Seleção Brasileira, priorizando sempre a camisa verde e amarela.
Sua partida deixa um vazio imensurável nas quadras e um exemplo de determinação para gerações de atletas. O velório e o sepultamento devem ser restritos a familiares e amigos próximos, conforme pedido de privacidade da família.
Da Redação, com informações de agências nacionais







