
Manaus (AM) – Centenas de profissionais da educação da rede estadual do Amazonas estão com o atendimento de saúde suspenso devido à falta de repasses da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), do governo Wilson Lima (União Brasil), à empresa Hapvida, operadora responsável pelo serviço.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, a dívida acumulada da gestão estadual com a empresa de saúde já ultrapassa a marca de R$ 52 milhões.
A interrupção dos serviços atinge professores e servidores administrativos que dependem da assistência para tratamentos contínuos, exames e consultas de emergência.
Segundo o sindicato, os valores referentes à contrapartida dos servidores têm sido descontados regularmente em folha de pagamento, mas o montante não estaria sendo integralmente repassado à prestadora de serviços, resultando no bloqueio dos atendimentos por inadimplência.
O imbróglio ocorre em um momento de fragilidade política para o Executivo estadual, que já enfrenta críticas pela gestão de pautas impopulares e pelo isolamento de sua base parlamentar.
Para a liderança do Sinteam, a retenção dos valores configura um descaso com a categoria, que se vê desamparada mesmo contribuindo mensalmente para a manutenção do plano. A entidade cobra uma solução imediata e não descarta a judicialização do caso para garantir o restabelecimento do direito à saúde.
Procurado para comentar o passivo de R$ 52 milhões e o cronograma de regularização dos pagamentos, o Governo do Amazonas não detalhou, até o fechamento desta edição, as causas do atraso.

A suspensão do plano de saúde agrava o clima de tensão entre os trabalhadores da educação e o Estado, que ainda lida com demandas represadas de reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho no interior e na capital.
Em nota imprensa, o governo estadual disse que está em tratativas com a operadora de saúde para tentar resolver a situação.
Da Redação







