
Manaus (AM) – Sob o estigma de ter sido apontado por dois anos consecutivos como o pior gestor do país em rankings nacionais, o governador Wilson Lima (União Brasil) oficializou nesta quinta-feira (02/04) sua chapa de pré-candidatos para as eleições de 2026.
O lançamento ocorre em um cenário de isolamento político acentuado, após a debandada de sua base na Assembleia Legislativa (Aleam) para os palanques do senador Omar Aziz (PSD), de Maria do Carmo (PL) e do ex-prefeito David Almeida (Avante).
O enfraquecimento de Lima é herança direta do pleito municipal de 2024, no qual o União Brasil figurou como o maior derrotado no estado. Na ocasião, o candidato do governador à Prefeitura de Manaus, Roberto Cidade, terminou a disputa em quarto lugar, expondo a fragilidade do grupo na capital.
A alta rejeição popular forçou Wilson Lima a desistir da candidatura ao Senado, quebrando uma tradição mantida desde a redemocratização, na qual governadores deixam o cargo para disputar a Câmara Alta com favoritismo.
Analistas políticos avaliam que o “time” escalado pelo governador para a disputa proporcional carece de densidade eleitoral. Projeções baseadas no histórico de votos e no atual potencial dos nomes apresentados indicam que a soma do desempenho de todos os pré-candidatos da legenda pode não atingir o quociente eleitoral necessário para eleger sequer um deputado estadual.
A fragmentação da base governista e o lançamento de uma chapa considerada “frágil” antecipam um processo sucessório em que o atual governo entra com baixíssima capacidade de influência.
O desgaste é ampliado por investigações em áreas críticas como saúde e infraestrutura, consolidando a percepção de um fim de ciclo político para o grupo de Wilson Lima no Amazonas.
Da Redação







