
Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda encerrar a ofensiva militar contra o Irã, ainda que o Estreito de Ormuz permaneça fechado pelas forças iranianas.
Segundo o The Wall Street Journal, o governo americano teme que uma operação para reabrir a rota — por onde passa 20% do petróleo mundial — prolongue o conflito além das seis semanas prometidas por Trump.
A estratégia em discussão foca em atingir objetivos militares específicos, como o enfraquecimento da marinha iraniana e a destruição de arsenais de mísseis, para então reduzir os ataques.
Caso o bloqueio persista após essa fase, o plano da Casa Branca prevê transferir a responsabilidade pela segurança da navegação e a reabertura do estreito para aliados europeus e países do Golfo, retirando as tropas americanas do fronte direto.
Internamente, a pressão econômica é o principal motor da decisão. O fechamento da rota já dispara os preços do combustível globalmente, gerando impactos inflacionários que podem prejudicar o Partido Republicano nas próximas eleições para o Congresso.
Apesar das discussões de bastidores sobre o recuo, o discurso público de Trump segue agressivo; nesta segunda-feira (30/03), ele voltou a ameaçar bombardeios contra a infraestrutura energética do Irã caso Teerã não ceda nas negociações.
O cenário coloca o mercado global em alerta. Enquanto os Estados Unidos ampliam a presença militar no Oriente Médio como demonstração de força, a diplomacia corre para evitar que o conflito se transforme em uma guerra de exaustão, o que Trump deseja evitar a todo custo para cumprir sua promessa de campanhas rápidas e de baixo custo para o pagador de impostos americano.
Da Redação, com informações de agências internacionais






