
Manaus (AM) ─ A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) confirmou, nesta segunda-feira (30/03), a morte do contra-almirante Alireza Tangsiri, comandante de sua ala naval. O oficial de 64 anos não resistiu aos ferimentos graves sofridos durante um bombardeio realizado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) na última quinta-feira (26/03), na cidade portuária de Bandar Abbas, ao sul do país.
Tangsiri era uma das figuras mais proeminentes da estrutura militar iraniana, sendo o arquiteto da estratégia de fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária exaltou a trajetória do comandante, afirmando que ele dedicou “quase meio século ao campo da defesa” e que seu falecimento ocorreu enquanto organizava as defesas em ilhas e costas visadas por forças hostis.
A confirmação de Teerã encerra dias de especulação após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter anunciado a eliminação do comandante em uma “operação precisa e letal” que também teria vitimado outros oficiais de alto escalão.
Para o governo israelense, Tangsiri era diretamente responsável por operações qualificadas como “terroristas”, incluindo a minagem de águas internacionais e o bloqueio da liberdade de navegação.
O óbito de Tangsiri marca o 31º dia de um conflito que já dizimou parte significativa da cúpula política e militar da República Islâmica, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, morto em fevereiro.
Apesar da perda, a Guarda Revolucionária reiterou que o controle sobre o Estreito de Ormuz permanece inalterado e que a ausência do comandante não interromperá as operações em curso contra ativos dos Estados Unidos e de Israel na região.
Da Redação, com informações de agências internacionais







