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População de Eirunepé denuncia descarte clandestino de animais mortos por abatedouro

Matadouro pronto, enquanto população convive com centenas de ossadas, couros e cabeças de bois mortos ─ FOTO: Reprodução

 

 

Eirunepé (AM) ─ Uma cena que deixa qualquer ser humano estarrecido de ver centenas de carcaças  (ossadas, couros e cabeças) de bois descartados de forma clandestina pelo abatedouro São José da prefeitura de Eirunepé (município distante 1.105 quilômetros de Manaus) em uma área do antigo “lixão” à céu aberto da cidade, a poucos metros de dezenas de residências no bairro São José, zona periférica da cidade.

 

O flagrante de crime ambiental e contra a saúde pública, de acordo com a Lei Federal nº 8.137/90, foi registrado por moradores da localidade, que convivem com a situação e um odor insuportável há 7 anos e meio, desde quando o prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso (União Brasil), assumiu o cargo. A pena para este crime é de detenção de 2 a 5 anos, ou multa.

 

Em 2013, o mesmo abatedouro de Eirunepé foi lacrado pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf) por suspeita de rebanhos de gados terem contraído da bactéria de brucelose (doença infecciosa contraída por serem humanos pelo consumo e, até o contato, de carne contaminada.

 

No local, população relata que o odor é insuportável.

 

Veja vídeo da denuncia:

 

O abate é realizado em condições insalubres e sem fiscalização de órgãos ambientais do Estado, muito menos do município. O detalhe é que o abatedouro municipal (Matadouro Frigorífico Paulo Sérgio Thomaz (Serginho), próximo ao igarapé Preto, está pronto desde o início do ano e ainda não foi inaugurado pelo prefeito de Eirunepé. A obra custou mais de R$ 6,4 milhões de recursos de emenda parlamentar .

 

Veja vídeos do abatedouro pronto:

Área interna do abatedouro de 2023, hoje pronto, que ainda não foi inaugurando – FOTO: Divulgação

 

Na eleição deste ano, Raylan tenta eleger o ex-secretário do município, Anderson (PT), mas enfrenta uma forte rejeição popular por conta de gestão que deixou durante quase 8 anos a população consumindo água de péssima qualidade, serviços de saúde precários e a infraestrutura da cidade esquecida.

 

O chefe do Executivo também acumula escândalos de suspeita de desvio de recursos públicos e por conta disso foi alvo de operação “Cama de Gato” da Polícia Federal, no ano passado.

 

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À frente das pesquisas a Professora Áurea (MDB) conta com o apoio de diversas lideranças políticas e religiosas de várias denominações (evangélica, católica e batista), que veem sendo ameaçadas pela atual administração.

 

A população de Eirunepé aguarda a análise da denúncia apresentada pela coligação “Eirunepé Para Todos” (MDB, PSDB, União Brasil, Avante e Progressistas) à Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) contra o prefeito de Eirunepé pelo crime de violência política de gênero.

 

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Da Redação

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