
Brasília (DF) ─ Depois de mais de 25 anos de expectativa, as obras de modernização e ampliação do Terminal Hidroviário Manaus Moderna começam a sair do papel. Nesta quinta-feira (22/10), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou da cravação da primeira estaca que marca o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transporte fluvial da capital amazonense.
A obra, que prevê a instalação de 1.400 estacas para sustentar uma plataforma com área de 40 mil metros quadrados, busca transformar um dos principais pontos de conexão hidroviária de Manaus, oferecendo melhores condições de atendimento à população que depende dos rios para se deslocar entre a capital e outros municípios do Amazonas.
O projeto também contempla playground, ambientes climatizados nas áreas de espera e de atendimento aos passageiros, estacionamento com cobertura equipada com placas fotovoltaicas para geração de energia solar, além de pontos de apoio e áreas de convivência com bancos de concreto.
Para Tomé Franca, as intervenções vão ampliar a acessibilidade e garantir mais conforto e dignidade aos usuários do terminal, com a implantação de novos pontos de acesso à estrutura.
─ É muito bom quando a gente tem uma decisão política de fazer o projeto, alocar o recurso, dar ordem de serviço e, hoje, estar aqui para transformar a vida das pessoas que utilizam esse porto -, afirmou o ministro.
A modernização do terminal tem impacto direto na mobilidade regional. Em um estado de grandes distâncias e em que os rios são vias essenciais de transporte, a estrutura é importante tanto para o deslocamento de passageiros quanto para a circulação de mercadorias.
A requalificação busca melhorar a organização das operações e ampliar a acessibilidade, contribuindo para que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida também possam utilizar o espaço com mais autonomia e segurança.
O projeto contempla ainda estruturas e serviços voltados às necessidades dos usuários, incluindo unidade básica de saúde (UBS), bicicletário, energia solar e tratamento de esgoto, segundo o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Edme Filho.
Para ele, o início dos trabalhos representa um avanço para a integração da Região Norte.
─ O terminal não vai beneficiar apenas o Amazonas, mas também estados como Acre, Roraima e Rondônia, reforçando a importância da infraestrutura hidroviária para a conexão entre diferentes localidades. O porto da Manaus Moderna deixa de ser um equipamento para ser uma obra, o coração do Norte desse país -, destacou o diretor.
A previsão é de que as obras sejam concluídas em 24 meses. Com a nova estrutura, a expectativa é oferecer melhores condições de atendimento aos passageiros e fortalecer a operação hidroviária em uma região onde o transporte fluvial é indispensável para a vida cotidiana e para a atividade econômica.
─ Esperamos entregar, ao povo do Amazonas e de toda a Região Norte, um Porto da Manaus Moderna plenamente preparado para atender à população. Essa é uma prioridade do governo do presidente Lula -, acrescentou Tomé Franca.
Agendas no Amazonas ─ Além de acompanhar o início das obras do Terminal Hidroviário Manaus Moderna, em Manaus, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, visitou o Estaleiro Juruá, em Iranduba, para acompanhar as instalações e as atividades desenvolvidas pelo empreendimento naval.
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Com informações da assessoria de imprensa







