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Justiça proíbe Âmbar Energia de cortar luz da Central de Saúde do Alto Solimões

A liminar evita apagão no Samu e no gerenciamento de leitos que atendem mais de 200 mil pessoas em nove municípios ─ FOTO: Divulgação/MPAM

 

Manaus (AM) — Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) proibiu a concessionária Âmbar Energia S/A, que substituiu a Amazonas Energia, de suspender o fornecimento de energia elétrica da Central de Regulação de Saúde Regional do Alto Solimões, sediada em Tabatinga (município distante 1.108 quilômetros de Manaus).

O corte do serviço estava previsto para esta segunda-feira (25/05) e foi barrado após uma atuação de urgência do Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do promotor de Justiça João Ricardo Fonseca e Lima Tisse Garcia.

O órgão ministerial acionou o Poder Judiciário após descobrir que a concessionária havia comunicado, de forma informal via WhatsApp, a intenção de interromper o serviço na unidade por falta de pagamento do Estado.

A Justiça determinou que a empresa se abstenha de realizar qualquer corte na estrutura e fixou uma multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

Se a interrupção já tiver ocorrido, a Âmbar Energia tem o prazo máximo de duas horas para restabelecer o fornecimento após a intimação.

Na decisão, o magistrado destacou que o desligamento da energia comprometeria imediatamente serviços vitais e ininterruptos da rede pública de saúde.

A Central de Regulação é o núcleo responsável pela operação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo gerenciamento de vagas hospitalares, pelo fluxo de ambulâncias e pelas transferências intermunicipais de pacientes em estado grave, além de manter o armazenamento de insumos sensíveis que dependem de refrigeração.

O complexo de saúde atende os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí e Fonte Boa.

Ao todo, a estrutura logística impacta diretamente a assistência médica de aproximadamente 200 mil habitantes que dependem do polo regional no Alto Solimões.

Da Redação, com informações da assessoria de imprensa

 

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