
Teerã – A população do Irã se prepara para sair de um isolamento digital que já dura quase três meses. A mídia estatal iraniana confirmou que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, emitiu uma ordem oficial nesta segunda-feira (25/05) para restabelecer o acesso à internet em todo o território nacional.
A previsão das autoridades locais é de que os serviços de rede e a conectividade global comecem a ser normalizados a partir desta terça-feira (26/05), retornando aos níveis de estabilidade e velocidade anteriores ao início do atual conflito militar.
O severo bloqueio cibernético foi imposto pelo regime de Teerã no final de fevereiro deste ano, logo após os Estados Unidos e Israel deflagrarem uma série de ataques aéreos e ofensivas militares contra alvos estratégicos em solo iraniano, dando início formal à guerra na região.
Desde o início das hostilidades, o governo vinha limitando e monitorando o tráfego de dados sob a justificativa de segurança nacional e controle de informações, o que acabou gerando um colapso na comunicação cotidiana e nas atividades comerciais do país.
Como reflexo dessa política de restrição extrema, a esmagadora maioria dos iranianos está há exatamente 87 dias totalmente desconectada do restante do mundo.
Ao longo desse período de apagão, apenas uma parcela muito reduzida da população — composta principalmente por diplomatas, grandes corporações e cidadãos com recursos financeiros elevados — conseguiu romper o bloqueio estatal utilizando redes virtuais privadas (VPNs) altamente avançadas e de custo proibitivo para o padrão de vida local.
O anúncio do restabelecimento da internet é visto por analistas internacionais como um indicativo de que o regime iraniano tenta sinalizar uma fase de maior estabilização interna ou controle das frentes de defesa, reduzindo o impacto econômico devastador causado pelo isolamento digital.
O retorno das conexões regulares promete restabelecer fluxos comerciais e dar transparência às condições reais em que se encontra a sociedade iraniana após quase 90 dias sob a cortina de fumaça da guerra.
Da Redação, com informações de agências internacionais







