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Eirunepé registra nova briga em escola e expõe falha na segurança; veja vídeo

A reincidência de violência escolar em Eirunepé acende alerta sobre segurança e convívio social ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) ─ O registro de uma briga entre duas adolescentes nas proximidades da Escola Municipal Expedito Barroso, na tarde desta terça-feira (03/03), expõe a fragilidade da segurança e do acompanhamento psicossocial no ambiente escolar do município.

As imagens, que rapidamente se espalharam por aplicativos de mensagens, revelam um cenário de agressividade física logo após o término do turno letivo.

O episódio ganha contornos mais graves pela atitude do entorno: um grupo de estudantes, em vez de intervir para cessar o conflito, optou por incentivar a violência e filmar a cena com aparelhos celulares, tratando a agressão como espetáculo digital.

Este é o segundo caso de violência grave envolvendo estudantes em Eirunepé em um intervalo inferior a um ano, evidenciando um padrão preocupante de comportamento juvenil na cidade.

No dia 7 de novembro de 2025, um episódio similar de agressão foi registrado na praça do Colégio GM, o que já havia mobilizado discussões sobre a necessidade de policiamento escolar e programas de mediação de conflitos.

A repetição desses eventos em curto espaço de tempo indica que as medidas adotadas pelas autoridades locais e pelas direções das unidades de ensino não foram suficientes para conter a escalada de hostilidades entre os menores.

Embora circulem versões nas redes sociais de que o desentendimento teria motivações passionais ou desavenças anteriores iniciadas dentro da escola, não houve confirmação oficial sobre o pivô da briga.

Autoridades caladas ─ A Secretaria Municipal de Educação e as direções das escolas envolvidas ainda não se manifestaram sobre as sanções disciplinares ou sobre o estado de saúde das jovens.

O Ministério Público e o Conselho Tutelar devem ser acionados para acompanhar o caso, especialmente diante da omissão de socorro e da apologia à violência praticada pelos alunos que presenciaram e registraram o conflito sem oferecer auxílio.

A recorrência de brigas no entorno das escolas de Eirunepé reforça a urgência de uma atuação articulada entre o poder público, as famílias e a rede de proteção à criança e ao adolescente.

A ausência de uma resposta institucional firme após o incidente de novembro passado parece ter contribuído para a sensação de impunidade que retroalimenta esses episódios.

Veja o vídeo:

 

Da Redação

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