
Manaus (AM) — O Conselho Federal de Medicina (CFM) voltou a cobrar publicamente, nesta segunda-feira (24/08), o governador do Amazonas e candidato à reeleição pela Federação União Progressistas, Roberto Cidade, pelo não pagamento e atraso nos salários de médicos e profissionais de saúde do estado.
Em vídeo publicado nas redes sociais pelo conselheiro e médico Francisco Cardoso, representantes da entidade afirmam que a gestão estadual quitou apenas uma parte das dívidas após a repercussão de denúncias anteriores, deixando pendentes valores que se arrastam desde anos anteriores e dos últimos meses.
No vídeo, o conselheiro federal pelo Amazonas, Dr. Ademar Carlos Augusto e outros representantes do CFM detalham a situação precária da categoria e criticam severamente a postura do chefe do Executivo estadual.
─ Você pagou os médicos, mas não pagou tudo. (…) Tiveram aquela ampla repercussão e parece que pagou, mas tá faltando dinheiro ainda, né Rafael? -, lembrou Francisco Cardoso.
─ As informações que a gente recebeu do Amazonas, aqui também pelo nosso conselheiro federal Ademar, é de que pagou três meses — ok, já tá na conta dos médicos —, mas falta junho, falta julho, falta parte de 2024 e parte de 2025 -. Drº Rafael representante do CFM.
─ Governador, o senhor continua caloteiro! Falta pagar 9 [meses] de 2 anos atrás e quase 2 meses agora desse ano aos médicos do Amazonas. Faz o certo! Os médicos trabalham e defendem a saúde do Amazonas e o senhor não paga eles! Ninguém vive sem receber! Pague os médicos do Amazonas, governador! -, afirmou Francisco Cardoso.
Malabarismo financeiro e herança política ─ Desde que assumiu o governo do estado em maio deste ano, após eleição indireta realizada na Assembleia Legislativa em decorrência da renúncia do ex-governador e atual candidato ao Senado, Wilson Lima, Roberto Cidade tem recorrido a verdadeiras “engenharias financeiras” para cobrir os rombos orçamentários da administração anterior.
Apesar dos anúncios oficiais de liberação de recursos para negociar dívidas com a saúde, a cobrança incisiva do CFM expõe que a maquiagem nas contas públicas não tem sido suficiente para estancar a crise na saúde do estado.
A manutenção do atraso nos pagamentos dos médicos coloca em xeque a capacidade de gestão da atual chapa e gera forte desgaste político em pleno período eleitoral.
O Amazonas365 pediu explicações do governo do estado sobre a cobrança dos representantes do CFM, mas até o fechamento dessa edição não obteve respostas. O espaço continua aberto.
Veja o vídeo:
Da Redação







