
Manaus (AM) ─ Uma operação de emergência articulada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela Justiça Eleitoral garantiu o exercício do voto a cerca de 600 eleitores da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, localizada no município de Borba (distante 160 quilômetros de Manaus).
A votação ficou ameaçada durante o primeiro turno das eleições devido à falta de energia elétrica na comunidade e a um impasse operacional envolvendo a infraestrutura da região.
A seção eleitoral atingida pertence à 15ª Zona Eleitoral, sediada em Borba, mas a área geográfica da terra indígena é atendida pelo sistema de energia da concessionária a partir do município vizinho de Nova Olinda do Norte (distância de 134 quilômetros da capital).
A indefinição sobre qual base técnica deveria atender ao chamado gerou atrasos no início do pleito e acendeu o alerta sobre o tempo útil das baterias internas das urnas eletrônicas.
Diante do risco de interrupção da votação, a liderança local expressou apreensão quanto à possibilidade de os cidadãos indígenas não conseguirem votar antes do fechamento das urnas.
O procurador regional eleitoral Edmilson Barreiros Jr. e a Justiça Eleitoral notificaram a concessionária para alinhar o envio imediato de técnicos ao local, contornando o conflito territorial entre as equipes de Borba e Nova Olinda do Norte.
Como a rede elétrica local não pôde ser restabelecida de forma imediata, a equipe de manutenção realizou o recarregamento preventivo das baterias internas dos equipamentos de votação.
O procedimento garantiu a autonomia necessária para que o fluxo de votação transcorresse sem sobressaltos durante todo o período da tarde, assegurando a participação da comunidade no processo democrático.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







