AmazonPrev investiu R$ 50 milhões de aposentados no falido Banco Master    

Daniel Vorcaro foi preso tentando sair do país; AmazonPrev investiu os recursos em 2024 ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) ─ O sistema de Previdência Estadual do Amazonas (AmazonPrev) está no centro de um grande escândalo após a prisão do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.

A Fundação Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas (AmazonPrev) realizou acordos de investimento com o Banco Master, agora sob investigação por crimes financeiros de R$ 12 bilhões. A suspeita é que o Estado possa perder mais de R$ 50 milhões em recursos destinados à aposentadoria dos servidores públicos.

Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (18/11) durante a Operação Compliance Zero, que visa desmantelar um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo grandes instituições financeiras.

O próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a operação investiga crimes como gestão fraudulenta e organização criminosa no setor financeiro.

O risco dos R$ 300 milhões da AmazonPrev ─ A AmazonPrev, gestora única do Regime Próprio de Previdência Social do Estado, está sob forte questionamento.

O Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas (Sintjam) formalizou a denúncia ao Ministério Público do Estado (MPAM) e ao Ministério Público Federal (MPF) sobre “graves irregularidades” na aplicação dos recursos.

Segundo o Sintjam, a AmazonPrev investiu cerca de R$ 300 milhões em Letras Financeiras dos Bancos C6 e Master (R$ 50 milhões apenas no Master) entre junho e setembro de 2024.

O sindicato alega que isso ocorreu sem autorização colegiada, sem análise formal de risco e usando instituições não credenciadas, violando as normas de governança.

Com o Banco Master em liquidação extrajudicial pelo Banco Central (o que significa seu encerramento no Sistema Financeiro Nacional), os recursos investidos pela Previdência Estadual correm alto risco de perda.

O coordenador-geral do Sintjam, Roberto Dávila, pediu a instauração de inquéritos para responsabilizar os gestores e o bloqueio de bens, questionando: “Aonde foi parar o dinheiro da aposentadoria dos servidores públicos estaduais do Amazonas?”

O caso, amplamente divulgado pelo portal amazonas365.com.br, destaca a fragilidade na gestão dos fundos de aposentadoria do Amazonas e o perigo de investimentos realizados em bancos digitais de alto risco, agora envolvidos em um dos maiores escândalos financeiros do país.

Veja a denúncia:

Da Redação

 

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